Saúde
Porto Alegre registra as duas primeiras mortes por gripe A do ano no Rio Grande do Sul
Vítimas foram uma criança de sete anos com asma e homem de 35 com imunodeficiência
Por: Fernanda da Costa
03/04/2016 - 14h10min | Atualizada em 03/04/2016 - 17h43min

Secretário estadual da Saúde alerta para a importância do grupo de risco receber as doses
Foto:
Rafaela Martins / Agência RBS
A
capital gaúcha registrou as duas primeiras mortes por gripe A do ano no
Rio Grande do Sul. Até esta data, no ano passado, nenhum óbito
relacionado ao H1N1 havia sido notificado. Mesmo depois das mortes, a
campanha de vacinação não deve ser antecipada por mais tempo do que já
foi, segundo a Secretaria Estadual da Saúde: segue com início previsto
para 25 de abril. A data da campanha nacional é 30 de abril.
O
secretário da pasta, João Gabbardo dos Reis, informou que 50% das 3,6
milhões de doses previstas para o Estado devem ser entregues pelo
governo federal até 15 de abril, mas serão necessários 10 dias para
distribuir as vacinas às unidades de saúde da Capital e do Interior.
Ambas as mortes são de pacientes que pertencem ao grupo de risco, mas
não tomaram a vacina em 2015, conforme o secretário da Saúde do Estado.
Notificadas pela rede municipal na sexta-feira, os óbitos foram
confirmados neste domingo pelo secretário.
O primeiro caso é de um menino de sete anos, que estava internado no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, ele chegou à instituição com sintomas da gripe A em 24 de março, quando começou a tomar o Oseltamivir (Tamiflu). Moradora da Lomba do Pinheiro, a criança não resistiu e morreu na última quinta-feira, dia 31. Um dia depois, na sexta-feira, um exame confirmou o diagnóstico de H1N1.Gabbardo afirma que a criança sofria de asma, doença crônica que a incluía no grupo de risco que deve receber a vacina contra a gripe, mas não havia tomado a dose em 2015. Outro agravante, segundo o secretário, é que ela havia começado a tomar o medicamento cinco dias depois dos primeiros sintomas, o que diminui o efeito dele no combate ao vírus no organismo.
— O medicamento (contra a gripe) precisa ser ministrado em até 48h depois dos primeiros sintomas, por isso a importância das pessoas procurarem com urgência as unidades de saúde, principalmente se sentirem falta de ar — explica Gabbardo.
Os outros sintomas são tosse, febre, dor de cabeça, dor de garganta e coriza. Devem receber a vacina crianças de seis meses até cinco anos, gestantes, mulheres que tiveram filhos há 45 dias, profissionais da saúde, povos indígenas, idosos, pessoas privadas de liberdade e pessoas com doenças crônicas.
Número de pessoas com gripe A aumenta
O outro óbito foi de um homem de 35 anos, que sofre de uma doença que afeta a imunidade (não divulgada pelo governo do Estado). Devido à imunodeficiência, ele também integra o grupo de risco que deve ser vacinado, mas não tomou a dose no último ano.
O homem procurou atendimento no bairro Restinga sete dias depois de ter sentido os primeiros sintomas da gripe A, quando começou a tomar o Tamiflu. Depois, foi encaminhado para o Grupo Hospitalar Conceição, onde morreu.
— São dois casos de pacientes que tinham outras doenças associadas. A influenza é grave naqueles casos em que as pessoas já têm patologias, por isso a importância da vacinação.
No total, sete pessoas foram diagnosticadas com gripe A no Estado. Além dos dois óbitos, outras cinco pessoas tiveram o vírus confirmado: uma em Porto Alegre, duas em Viamão e duas em Canoas. Ainda estão em investigação outros 152 casos suspeitos de H1N1. Detalhes sobre os casos serão divulgados em uma entrevista coletiva na segunda-feira, às 10h, na sede da Secretaria Estadual da Saúde.
Em todo 2015, nove pessoas morreram devido à gripe A no Rio Grande do Sul e 78 foram diagnosticadas com a doença. O primeiro óbito ocorreu na segunda quinzena de maio.
O primeiro caso é de um menino de sete anos, que estava internado no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, ele chegou à instituição com sintomas da gripe A em 24 de março, quando começou a tomar o Oseltamivir (Tamiflu). Moradora da Lomba do Pinheiro, a criança não resistiu e morreu na última quinta-feira, dia 31. Um dia depois, na sexta-feira, um exame confirmou o diagnóstico de H1N1.Gabbardo afirma que a criança sofria de asma, doença crônica que a incluía no grupo de risco que deve receber a vacina contra a gripe, mas não havia tomado a dose em 2015. Outro agravante, segundo o secretário, é que ela havia começado a tomar o medicamento cinco dias depois dos primeiros sintomas, o que diminui o efeito dele no combate ao vírus no organismo.
— O medicamento (contra a gripe) precisa ser ministrado em até 48h depois dos primeiros sintomas, por isso a importância das pessoas procurarem com urgência as unidades de saúde, principalmente se sentirem falta de ar — explica Gabbardo.
Os outros sintomas são tosse, febre, dor de cabeça, dor de garganta e coriza. Devem receber a vacina crianças de seis meses até cinco anos, gestantes, mulheres que tiveram filhos há 45 dias, profissionais da saúde, povos indígenas, idosos, pessoas privadas de liberdade e pessoas com doenças crônicas.
Número de pessoas com gripe A aumenta
O outro óbito foi de um homem de 35 anos, que sofre de uma doença que afeta a imunidade (não divulgada pelo governo do Estado). Devido à imunodeficiência, ele também integra o grupo de risco que deve ser vacinado, mas não tomou a dose no último ano.
O homem procurou atendimento no bairro Restinga sete dias depois de ter sentido os primeiros sintomas da gripe A, quando começou a tomar o Tamiflu. Depois, foi encaminhado para o Grupo Hospitalar Conceição, onde morreu.
— São dois casos de pacientes que tinham outras doenças associadas. A influenza é grave naqueles casos em que as pessoas já têm patologias, por isso a importância da vacinação.
No total, sete pessoas foram diagnosticadas com gripe A no Estado. Além dos dois óbitos, outras cinco pessoas tiveram o vírus confirmado: uma em Porto Alegre, duas em Viamão e duas em Canoas. Ainda estão em investigação outros 152 casos suspeitos de H1N1. Detalhes sobre os casos serão divulgados em uma entrevista coletiva na segunda-feira, às 10h, na sede da Secretaria Estadual da Saúde.
Em todo 2015, nove pessoas morreram devido à gripe A no Rio Grande do Sul e 78 foram diagnosticadas com a doença. O primeiro óbito ocorreu na segunda quinzena de maio.
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