30/09/2015 07h03
- Atualizado em
30/09/2015 07h03
Número de fumantes cai de 22% para 9% em Vitória, aponta Ufes
Em 2000, o índice de tabagistas era de 22,9% e, em 2013, caiu para 9,1%.
Informações são do professor do Centro de Ciências da Saúde, José Mill.
Número de fumantes cai em Vitória
(Foto: Jonathan Lins/G1)
O número de fumantes frequentes, que consomem pelo menos um cigarro por dia, caiu de 22,9% em 2000 para 9,1%, em 2013, em Vitória. O índice considera os adultos, com mais de 18 anos.As informações são do médico e professor do Centro de Ciências da Saúde da Ufes, José Geraldo Mill, que é coordenador do projeto Monitoramento Cardiovascular (Monica). O projeto é uma parceria da Ufes com a Prefeitura de Vitória e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Já o número de cigarros consumidos por dia também diminuiu: em média, eram 16 por dia em 2000, e em 2013 esse número passou a ser 13 por dia.
José Geraldo Mill disse que a redução drástica no consumo de cigarros é decorrente de uma mudança de hábitos e de cultura.
“Por incrível que pareça, na década de 40, médicos chegaram a acreditar que o consumo de cigarro fazia bem para o coração. Os problemas cardiovasculares eram ligados ao estresse, e como o cigarro ajuda a pessoa a relaxar, o seu uso era recomendado em propagandas. Porém, um estudo concluído nos anos 60 provou o inverso: fumar faz mal para o coração. Era o início de uma mudança de paradigma para o consumo do cigarro”, explicou o médico.
A partir dos anos 80, começaram as restrições de uso do cigarro. A proibição de fumar em ambientes fechados e de trabalho, as mudanças de hábito e a remoção do glamour no ato de fumar contribuíram para a diminuição do consumo de cigarro em Vitória e no Brasil.
Apesar da redução de consumo do tabaco em Vitória, Geraldo Mill faz um alerta: “a maioria dos fumantes regulares começaram entre os 15 e 16 anos, ou seja, essa é a faixa etária que mais precisa ser trabalhada para que a pessoa não adquira o hábito de fumar; a incidência dos que começaram após os 20 anos é pequena”.
Mill também alerta que o nível de escolaridade possui relação com o consumo. Para o médico, quanto menor a escolaridade, maior o risco de começar a fumar.
Obesidade
Em contraste à boa notícia, uma preocupação: a obesidade cresceu consideravelmente em Vitória: o número de homens com esse problema cresceu de 15,8% em 2000 para 21,3% em 2013, e a quantidade de mulheres com obesidade subiu de 22,1% para 30,7%.
“As pessoas estão fazendo menos exercício físico e estão consumindo o mesmo que antes, o que resulta em acúmulo de gordura”. A obesidade pode causar problemas cardiovasculares e até câncer; a recomendação é não deixar de comer, mas fazer mais exercício físico.
Professor do Centro de Ciências da Saúde da Ufes, José Mill (Foto: A Gazeta)
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