15/8/2016 às 10h45 (Atualizado em 15/8/2016 às 12h00)
Na esclerose múltipla, rede pública é mais efetiva do que particular
Tratamentos não estão no rol de cobertura mínima que deve ser custeado pelos convênios

Os protocolos do SUS dão pouca autonomia ao médico, diz especialista
Reprodução
Se o tratamento contra o câncer costuma ser mais moderno e completo para
os clientes de planos de saúde, no caso da esclerose múltipla é o SUS
(Sistema Único de Saúde) o responsável por oferecer assistência a todos
os pacientes com a doença, sejam eles usuários da rede pública ou
privada.
Isso porque os tratamentos para esclerose não estão no rol de cobertura mínima da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que define o que deve ser custeado pelos convênios médicos.
"A grande vantagem do SUS no caso da esclerose múltipla é que ele é, hoje, o grande pagador do tratamento, já que a gente não consegue absolutamente nada pela ANS. Se o paciente tivesse de comprar os medicamentos, ele gastaria de R$ 5.000 a R$ 10 mil todo mês, ou seja, seria inviável. Nesse aspecto, o SUS é excelente porque ele fornece o tratamento e a gente não tem uma dificuldade muito grande de conseguir", disse Jefferson Becker, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla, também presente no Fórum Estadão Saúde.
Apesar de o tratamento ser acessível a todos, o especialista explica que os protocolos do SUS dão pouca autonomia ao médico para tratar de forma individualizada pacientes com diferentes quadros da doença.
"A parte ruim é que o tratamento no SUS é engessado. O protocolo define que o paciente tem de começar obrigatoriamente com determinadas classes de medicamento e só pode migrar para outro se o primeiro não estiver funcionando. Mas, às vezes, o paciente é grave e dar aquele tratamento inicial é condená-lo a ter sequelas grandes num futuro próximo", afirma. A estimativa do médico é que cerca de 30 mil pessoas tenham esclerose múltipla no País.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/na-esclerose-multipla-rede-publica-e-mais-efetiva-do-que-particular-15082016
Isso porque os tratamentos para esclerose não estão no rol de cobertura mínima da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que define o que deve ser custeado pelos convênios médicos.
"A grande vantagem do SUS no caso da esclerose múltipla é que ele é, hoje, o grande pagador do tratamento, já que a gente não consegue absolutamente nada pela ANS. Se o paciente tivesse de comprar os medicamentos, ele gastaria de R$ 5.000 a R$ 10 mil todo mês, ou seja, seria inviável. Nesse aspecto, o SUS é excelente porque ele fornece o tratamento e a gente não tem uma dificuldade muito grande de conseguir", disse Jefferson Becker, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla, também presente no Fórum Estadão Saúde.
Apesar de o tratamento ser acessível a todos, o especialista explica que os protocolos do SUS dão pouca autonomia ao médico para tratar de forma individualizada pacientes com diferentes quadros da doença.
"A parte ruim é que o tratamento no SUS é engessado. O protocolo define que o paciente tem de começar obrigatoriamente com determinadas classes de medicamento e só pode migrar para outro se o primeiro não estiver funcionando. Mas, às vezes, o paciente é grave e dar aquele tratamento inicial é condená-lo a ter sequelas grandes num futuro próximo", afirma. A estimativa do médico é que cerca de 30 mil pessoas tenham esclerose múltipla no País.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/na-esclerose-multipla-rede-publica-e-mais-efetiva-do-que-particular-15082016
Nenhum comentário :
Postar um comentário