Segunda-feira, 15/08/2016, às 08:06,
por Dra. Ana Escobar
Espalhou-se muito mais rápido do que qualquer epidemia viral. Superou
todos os microrganismos, viralizou com uma velocidade espantosa e
acometeu pessoas nos cantos mais remotos do planeta.
Não há
período de incubação: o contagio é reportado como imediato, transmitido
essencialmente por um celular na palma das mãos. Não há preferência por
idade, sexo, etnia ou cultura: todos podem “pegar”.
Os agentes
responsáveis tem a forma de monstrinhos e são facilmente identificados
no entorno das pessoas acometidas. Pertencem à família Pokémon, e já
foram descritas várias espécies, de diferentes formatos, cores e
status.
Os sintomas iniciais são de euforia e agitação. Dá
vontade de sair correndo pelas ruas, calçadas, parques, shoppings,
praias, florestas, salas de aula ou cantos da casa para caçar os
monstrinhos. Sabe-se que muitos deles se deixam fotografar. Acredita-se
que esta nova “febre” pode fazer as pessoas acometidas perderem um pouco
de peso.
No entanto, há uma complicação que se deve evitar: as
pessoas acometidas podem sofrer acidentes de percurso se não estiverem
suficientemente atentas ao ambiente que as cerca. Especialistas
recomendam especial cuidado para atravessar ruas ou para percorrer
locais que ofereçam qualquer tipo de risco. Importante lembrar a todos
que se deve olhar o caminho e não apenas a tela do celular.
Duas perguntas pairam no ar nos tempos de caça aos monstrinhos:
1. A “febre” "Pokémon Go" deve ser prevenida e evitada?
2. Pode causar algum efeito colateral indesejável no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças?
O
mundo eletrônico está aí, sem a menor chance de retrocesso. Ao
contrário. O que mais desejamos é que progrida cada vez mais, trazendo
mais conforto e agilidade para nossas vidas. Esse é o futuro, esse é o
caminho que seguiremos, inexoravelmente, quer queiramos ou não.
Portanto, essa “febre” não deve nem pode ser evitada.
Os
eletrônicos podem, sim, ajudar o raciocínio lógico e espacial das
crianças. É uma forma de linguagem imprescindível no mundo de hoje.
Foi
uma sacada genial tirar as crianças do sofá e da frente de telas
imóveis e fazê-las voluntariamente andar, correr e socializar com
outros “caçadores”.
O melhor a fazer, sempre, é ensinar às
crianças brincar com inteligência e principalmente com regras bem
definidas quanto ao tempo em que se gasta caçando os monstrinhos.
Estima-se hoje que o tempo de recreação com eletrônicos não deve
ultrapassar 2 horas por dia, nas crianças em idade escolar.
Portanto,
respeitados os limites do bom senso, não há razões para se evitar ou
proibir a “febre” do "Pokémon Go". Definidas as regras básicas, pode até
estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional na medida em que,
como resultante, esperam-se momentos divertidos e animados que,
certamente, contribuirão para o bem estar e consequentemente saúde de
todos!
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