Epidemia de peste bubônica e pneumônica deixa 74 mortos em Madagascar
Mais de 800 pessoas foram afetadas. Surto é de modalidade na qual a bactéria afeta o sistema linfático e em alguns casos passa para o pulmonar, permitindo a transmissão entre humanos.
Por Agencia EFE
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/t/p/0QhDQuScuIXQZBWRcAqw/madagascar-plague-fran.jpg)
Crianças
usam máscaras para se protegerem de contágio em escola em Antananarivo,
Madagascar, em foto de 3 de outubro (Foto: AP Photo/Alexander Joe)
Uma epidemia de peste bubônica e pneumônica que atinge Madagascar já
deixou pelo menos 74 mortos, segundo a Federação Internacional da Cruz
Vermelha.
O secretário-geral da Cruz Vermelha, Elhadj as Sy, foi nesta quarta-feira (18) até o país para coordenar a resposta à doença.
Mais de 800 pessoas foram afetadas pela epidemia, que, habitualmente,
já contagia 400 pessoas em todo o país em surtos regulares a cada ano.
Essa estatística reflete uma maior incidência da doença neste ano. Ao
contrário de outras ocasiões, o surto não é apenas de peste bubônica,
mas sim de uma modalidade da doença na qual a bactéria afeta o sistema
linfático.
Em alguns casos, essa bactéria passa do sistema linfático para o
pulmonar, permitindo assim a transmissão entre humanos, através da tosse
ou saliva, o que não ocorre com a peste bubônica.
A versão pulmonar, provocada pela bactéria Yersinia pestis é a mais
perigosa e de tratamento mais difícil do que a linfática. A doença pode
matar em 24 horas se não for tratada com antibióticos.
Mais de 70% dos casos confirmados neste último surto correspondem à variante pulmonar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda quarentena para isolar o
contágio, que também pode ocorrer no contato entre humanos e animais,
já que a bactéria está presente em roedores selvagens e em suas pulgas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/0/7/nGEUEAThqEJOjDYS1uSw/madagascar-fighting-p-fran.jpg)
Voluntários da Cruz Vermelha orientam moradores de Antananarivo,
Madagascar, sobre os casos de peste bubônica no país, na segunda-feira
(16) (Foto: AP Photo/Alexander Joe)
A Cruz Vermelha autorizou o envio de US$ 1 milhão para a filial local,
que também contará com o reforço de mais de 2.600 voluntários que estão
recebendo treinamento para combater a epidemia.
A OMS já enviou 1,2 milhão de doses de antibióticos para o país, suficiente para tratar 5 mil pessoas e imunizar 100 mil.
Apesar do alerta gerado no país, a OMS garantiu que no último dia 3 o
risco de propagação internacional é "baixo". Por isso, afirmou que não
há razões para restringir viagens ou o comércio com Madagascar.
Diferentemente de outros surtos da doença no país, desta vez a peste se
propagou em algumas das principais áreas urbanas do país, incluindo a
capital, Antananarivo, que tem mais de 2 milhões de habitantes, e
cidades portuárias.
A OMS está preocupada com o alto número de vítimas, já que a temporada
de focos da doença, que se estende até abril, acaba de começar.
Nenhum comentário :
Postar um comentário