quarta-feira, 2 de novembro de 2016

01/11/2016 12h01 - Atualizado em 01/11/2016 12h24

Estudo vincula uso do Facebook com maior expectativa de vida

Pesquisa cruzou dados de usuários da rede com seus registros médicos.
Teoria afirma que quem tem mais conexões sociais vive mais.

Estudo mostra que nem sempre somos amigos de todas as pessoas que temos em nossa rede social na internet (Foto: Rick Wilking/Reuters) 

Estudo mostra que quem usa Facebook tem maior expectativa de vida (Foto: Rick Wilking/Reuters)

Um estudo realizado por sociólogos da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), concluiu que o uso moderado da rede social Facebook poderia ser associado com uma expectativa de vida mais longa.

Publicado na segunda-feira (31) em um artigo na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), o estudo cruzou os dados de doze milhões de usuários do Facebook na Califórnia com seus registros médicos.

A principal conclusão foi que os usuários do Facebook nascidos em um determinado ano têm um risco de mortalidade 12% menor do que aqueles que nasceram no mesmo ano e que não usam a rede social.
 Postar mutias fotos e poucas mudanças de status é associado com aumento da longevidade (perfil representado pela cor azul), enquanto postar muitas atualizações de status sem um correspondente aumento de postagem de fotos é associado com aumento da mortalidade (vermelho)  (Foto: Hobbs, UC San Diego/PNAS) 
Postar mutias fotos e poucas mudanças de status é associado com aumento da longevidade (perfil representado pela cor azul), enquanto postar muitas atualizações de status sem um correspondente aumento de postagem de fotos é associado com aumento da mortalidade (vermelho) (Foto: Hobbs, UC San Diego/PNAS)

O diretor do estudo, William Hobbs, explicou em comunicado que os resultados só confirmam a teoria elaborada em 1979 pela socióloga Lisa Berkman de que as pessoas com vínculos sociais fortes têm uma expectativa de vida mais longa.

Diferentemente de 1979, com base em interações pessoais, o estudo de Hobbs concluiu que aceitar solicitações de amizade ou publicar fotografias nessa rede equivale a estabelecer os vínculos sociais teorizados por Lisa.

"Interagir online parece ser saudável quando a atividade é moderada e complementa interações pessoais", explicou Hobbs.

No entanto, ele também reconheceu que as conclusões podem ser devido as diferenças econômicas e sociais entre usuários e não usuários do Facebook.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/11/estudo-vincula-uso-do-facebook-com-maior-expectativa-de-vida.html
31/10/2016 14h05 - Atualizado em 31/10/2016 14h55

Zika reduz fertilidade e testosterona em camundongos machos, diz estudo

Médicos infectaram roedores e viram redução após três semanas.
Pesquisa foi publicada na revista científica 'Nature'.

Novo estudo mostra que zika causa problemas de fertilidade em camundongos machos (Foto: Prabagaran Esakky/Eric Young) 

Novo estudo mostra que zika causa problemas de fertilidade em camundongos machos (Foto: Prabagaran Esakky/Eric Young)

Um novo estudo com camundongos machos demonstrou que a infecção pelo vírus da zika pode ter consequências para indivíduos do sexo masculino e sua capacidade de ter filhos. Os resultados foram publicados na revista “Nature” nesta segunda-feira (31).

A pesquisa indica que o vírus tem como alvo o sistema reprodutivo masculino. Três semanas após os camundongos terem o zika injetado em seu organismo por pesquisadores, seus testículos encolheram para um décimo do tamanho, os níveis de hormônios sexuais caíram e a fertilidade foi reduzida. No geral, os roedores que tiveram o vírus eram 4 vezes menos propensos a engravidar as fêmeas.

“Realizamos este estudo para entender as consequências da infecção por zika em homens”, disse Michael Diamond, coautor do estudo. “Mesmo que nossa pesquisa tenha sido feita em camundongos – e com a ressalva de que nós ainda não sabemos se o zika tem o mesmo efeito em homens –, ela sugere que os homens podem ter níveis de testosterona mais baixos e um número menor de espermatozoides após a infecção pelo zika, afetando a fertilidade”, completou.

Até agora, a maior parte das pesquisas para compreender as infecções pelo vírus se concentrou em entender os efeitos nas mulheres grávidas, devido às consequências graves para com os bebês, como a microcefalia e outras malformações decorrentes da síndrome congênita do zika.
 À esquerda, testículo de camundongo saudável, à direita, testículo de camundongo após uma infecção pelo vírus da zika  (Foto: Prabagaran Esakky) 
À esquerda, testículo de camundongo saudável, à direita, testículo de camundongo após uma infecção pelo vírus da zika (Foto: Prabagaran Esakky)

O vírus permanece no sêmen por meses após o contágio. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) recomendam que os homens que viajaram às regiões endêmicas do zika usem preservativos durante pelo menos seis meses, independente de qualquer sintoma.

Após os resultados com relação aos testículos, hormônios e fertilidade, os pesquisadores ainda querem compreender se os efeitos do vírus nos camundongos machos são definitivos. “Não sabemos se o dano é irreversível, mas acredito que sim, porque as células que compõe a estrutura interna foram infectadas e destruídas”, explicou Diamond.

Os pesquisadores apontam que é necessário que sejam feitos estudos em seres humanos do sexo masculino para confirmar se realmente há um impacto na fertilidade após a infecção pelo zika.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/10/zika-reduz-fertilidade-e-testosterona-em-camundongos-machos-diz-estudo.html
31/10/2016 14h32 - Atualizado em 31/10/2016 14h32

Veja os fatores de risco para câncer de mama que a população ainda ignora

Em pesquisa, população não associa álcool, obesidade e genética à doença.
Mês foi marcado por ações da campanha Outubro Rosa.

Exames de mamografia serão realizados até domingo  (Foto: Giliardy Freitas/ TV TEM) 

Mamografia permite detecção precoce do câncer de mama (Foto: Giliardy Freitas/ TV TEM)

Outubro foi marcado pelas ações da campanha Outubro Rosa, de prevenção e controle do câncer de mama. Mas a população ainda desconhece alguns fatores de risco importantes para a doença, como revela uma pesquisa feita com 270 pessoas no metrô de São Paulo.

Álcool, obesidade e genética são alguns dos fatores de risco para a doença que a maioria das pessoas ignora. Segundo o levantamento, 86% dos participantes não acreditam que o consumo de álcool pode aumentar o risco de câncer de mama. Segundo uma pesquisa divulgada em julho, o consumo de álcool está diretamente relacionado a sete tipos de câncer, incluindo o de mama.

Para 78% das pessoas que responderam à pesquisa, a obesidade não está relacionada ao surgimento do câncer de mama, mais um exemplo de desconhecimento da população sobre a doença. Segundo uma análise feita em 2002 pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, em inglês), o câncer de mama é um dos 13 tipos de câncer relacionados ao sobrepeso.

Os paulistanos também têm poucos conhecimentos sobre o papel da genética no câncer de mama. Somente 2% das mulheres e 8% dos homens consideram que filhas, sobrinhas e irmãs de mulheres que tiveram câncer de mama têm mais risco de desenvolver a doença. A percepção vai contra achados científicos que apontam para várias mutações genéticas relacionadas ao câncer de mama.

O levantamento sobre o conhecimento da população sobre o câncer de mama faz parte da campanha Cada Minuto Conta, parceria entre União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) e a Pfizer, e teve o apoio da ONG Oncoguia.

Câncer mais comum entre mulheres
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.

Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Diagnóstico
A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/10/veja-os-fatores-de-risco-para-cancer-de-mama-que-populacao-ainda-ignora.html
France Presse01/11/2016 15h30 - Atualizado em 01/11/2016 15h30

Câncer poderá matar 5,5 milhões de mulheres por ano no mundo em 2030

Dado foi divulgado no Congresso Mundial do Câncer nesta terça-feira.
Envelhecimento, sedentarismo e obesidade favorecem aumento.

Pacientes recebem quimioterapia em centro especializado em tratamento de câncer na França, em foto de arquivo  (Foto: Philippe Huguen/AFP) 

Pacientes recebem quimioterapia em centro especializado em tratamento de câncer na França, em foto de arquivo (Foto: Philippe Huguen/AFP)

O câncer poderá matar 5,5 milhões de mulheres a cada ano no mundo em 2030, quase 60% a mais em relação a 2012, devido ao aumento e ao envelhecimento da população, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira (1º).

Segundo o relatório da Sociedade Americana do Câncer (ACS) divulgado no Congresso Mundial do Câncer, que acontece até quinta-feira em Paris, será essencial aumentar os esforços em educação e em prevenção para lutar contra esta epidemia que matou 3,5 milhões de mulheres em 2012. A maioria destes óbitos ocorreu em países em desenvolvimento.

"O peso do câncer aumenta nos países com rendas baixas e médias devido ao envelhecimento e ao crescimento da população", explicou Sally Cowal, vice-presidente sênior de saúde global da ACS, que compilou o relatório com a empresa farmacêutica Merck.

Este aumento também é atribuído ao "aumento da frequência de fatores de risco de câncer conhecidos e ligados à transição econômica rápida, como a falta de atividade física, a má alimentação, a obesidade e fatores reprodutivos", por exemplo, ter o primeiro filho com uma idade avançada, o que aumenta os riscos de câncer de mama.

Segunda causa de morte de mulheres
O câncer constitui, depois das doenças cardiovasculares, a segunda causa de morte de mulheres no mundo, o que representa 14% do total de mortes femininas em 2012, afirma o relatório.

Os autores observam que grande parte das 700 mil mortes anuais por câncer de pulmão e do colo do útero poderiam ser prevenidas com um combate eficiente ao tabagismo, da vacinação e do diagnóstico precoce.

O câncer de mama, o mais frequente, é a principal causa de morte por doenças oncológicas de mulheres no mundo, com 1,7 milhão de casos diagnosticados e 521.900 óbitos em 2012.

Em segundo lugar vem o câncer de pulmão, com 491.200 mortes por ano entre as mulheres. Nos Estados Unidos e na França, mais de 80% destes casos estão vinculados ao tabagismo, enquanto na África subsaariana esta porcentagem se reduz a 40%.

Um dos fatores de risco que poderia ser reduzido é a poluição interior, causada pela cozinha e pela calefação a lenha ou a carvão, responsável por 1,6 milhão de mortes de mulheres no mundo em 2010.

Já o câncer do colo do útero causa 266.000 mortes por ano. Em relação a este tipo de câncer, "90% dos casos são registrados em países em desenvolvimento. A Índia representa 25% do total de casos", detalha o relatório.

A África subsaariana, a América Central e do Sul, assim como o sudeste asiático e o leste da Europa, têm as taxas de incidência (novos casos) e de mortalidade mais elevadas.

A maioria dos casos de câncer do colo do útero pode ser evitada através da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), e pode ser facilmente detectada através do teste de papanicolaou.

Diagnóstico precoce
O diagnóstico de lesões pré-cancerígenas ou de cânceres em estado precoce também faz parte da luta contra esta doença, mas ainda está longe de ser ótimo, assim como a vacinação, afirmam os autores.

O acesso aos tratamentos e ao diagnóstico do câncer de mama também continua sendo problemático nos países em desenvolvimento.

O relatório revela uma "escassez" em matéria de radioterapia na África e no sudeste asiático, onde ao menos 30 países não contam com estes serviços.

Os países de rendas baixas e médias, onde se concentram 60% dos casos de câncer, possuem apenas 32% dos equipamento de radioterapia disponíveis.

Os analgésicos opioides, como a morfina, são subutilizados nesses países, onde os pacientes morrem sem que suas dores sejam aliviadas.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/cancer-podera-matar-55-milhoes-de-mulheres-por-ano-no-mundo-em-2030.html
BBC01/11/2016 17h08 - Atualizado em 01/11/2016 17h11

O que é o Mayaro, vírus que pode estar se espalhando pelo continente e preocupa cientistas

Descoberta de caso de febre hemorrágica no Haiti levou pesquisadores a suspeitarem de que nova e pouco conhecida doença pode estar em vias de virar epidemia.

Principal transmissor do vírus da zika é o mosquito Aedes aegypti (Foto: Felipe Dana/AP) 

Principal transmissor do vírus da zika é o mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir o Mayaro (Foto: Felipe Dana/AP)

Primeiro foi o Chikunguya e, depois, o Zika. Agora, cientistas e epidemiologistas começam a se preocupar com outro vírus: o Mayaro.

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, anunciaram ter encontrado no Haiti um caso inédito de mayaro, doença caracterizada por uma febre hemorrágica similiar à da chikungunya.

Ainda que o vírus não seja totalmente desconhecido - foi detectado nos anos 1950 -, até agora só haviam sido registrados pequenos surtos esporádicos na região amazônica e seus arredores.

Especialistas alertam que este caso pode ser um indício de que o vírus está se espalhando e já começa a circular pela região do Caribe.

"Os sintomas são muito similares aos da chikungunya. Por isso, quando o paciente vai ao médico, pensam se tratar dessa doença e não sabem que é mayaro", disse John Lednicky, que liderou a equipe da universidade americana responsável pelo estudo.

Lednicky explicou não haver nenhum sintoma que distingua a chikungunya da febre mayaro. Ambas provocam febre, erupções na pele e dores nas articulações.

Em ambos os casos, os efeitos são mais prolongados do que em paciente com dengue e zika, chegando a durar de seis meses a um ano.

"O que está acontecendo é que estamos nos deparando com pacientes que se queixam de erupções na pele e dores musculares prolongadas, mas os exames dão negativo para Zika e Chikungunya. Então, o que afinal eles têm?", disse Lednicky.

O preocupante é que o vírus detectado no Haiti é geneticamente diferente dos que haviam sido descritos previamente, esclareceu o especialista.

"Não sabemos se é um vírus novo ou uma nova cepa de diferentes tipos de Mayaro."

Casos de mayaro
O vírus foi descoberto em 1954 em Trinidad e Tobago, mas até agora só se sabia de surtos isolados na selva amazônica e em outras partes da América do Sul, como Brasil e Venezuela.

O caso encontrado pela Universidade da Flórida foi identificado a partir de uma amostra de sangue de um menino de 8 anos de uma zona rural do Haiti. Ele tinha febre e dores abdominais, mas não apresentava erupções nem conjuntivite, sintomas normalmente associados à chikungunya.

Pesquisadores da universidade colheram uma série de amostras durante e depois do surto de chikungunya no Haiti.

Após a análise virológica e molecular para detectar os vírus da dengue e da zika, foi confirmada a presença da dengue no paciente alvo do estudo, mas também de um novo vírus, identificado depois como o Mayaro, disse Lednicky.

Enquanto a atenção do mundo estava voltada para o Zika, "a descoberta deste outro vírus é uma grande fonte de preocupação", disse Glenn Moris, diretor do Instituto de Enfermidades Patógenas Emergentes da Universidade da Flórida.

Investigação precisa de recursos
Pesquisadores estão preocupados com uma possível disseminação do Mayaro após o furacão Matthew
Lednicky explicou que é "difícil avaliar o quão grave é o surto de mayaro neste momento", já que existem poucos estudos sobre o vírus.

"No Brasil, há dois tipos genéticos diferentes, e não sabemos qual é o mais virulento. Faltam mais estudos e monitoramento das áreas afetadas."

Um problema é a falta de recursos para fazer essas pesquisas, segundo médico americano.

"Na Universidade da Flórida, estamos buscando fundos, mas é difícil obtê-los para esse tipo de estudo nos Estados Unidos. E no Haiti, os poucos recursos que eles têm são necessários para cobrir as necessidades mais básicas dos pacientes."

Lednicky acrescentou não saber o que vai acontecer no Haiti após a passagem pelo país do furacão Matthew, que poderia ter levado os mosquitos transmissores da doença até a República Dominicana e outras ilhas caribenhas.

Possível adaptação do vírus
Muitos pacientes no Caribe e na América do Sul podem estar sendo diagnosticados erroneamente com chikungunya

A semelhança com o vírus da chikungunya também preocupa os cientistas.

Em um artigo publicado na revista Scientific American, Marta Zaraska, jornalista especializada em ciência, destaca que isso poderia explicar por que o Mayaro pode se tornar um problema generalizado.

"Ambos os vírus eram originalmente transmitidos por mosquitos da selva, infectando pessoas na região amazônica, mas o Chikungunya tem se adaptado e hoje é transmitido por mosquitos urbanos, como o Aedes albopictus e o Aedes aegypti", que também transmitem a febre amarela, a dengue e a zika.

Segundo Zaraska, "o mesmo pode estar ocorrendo no caso do Mayaro".

Em exames de laboratório, foi provado que o Aedes albopictus e o Aedes aegypti podem ser vetores da febre mayaro - e o fato do vírus ter sido detectado no Haiti sugere que ele também está se adaptando ao ambiente urbano.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/o-que-e-o-mayaro-virus-que-pode-estar-se-espalhando-pelo-continente-e-preocupa-cientistas.html

Edição do dia 02/11/2016

02/11/2016 10h43 - Atualizado em 02/11/2016 12h57

Desafios da internet; Bem Estar fala sobre o perigo por trás dessa moda

Desafios propõem coisas absurdas que expõem as pessoas à perigos reais.
Desodorantes, por exemplo, podem causar queimaduras graves na pele.

A internet está cheia deles, os desafios feitos entre crianças e adolescentes. Um tem que topar fazer o que o outro sugere: comer quantidades absurdas de pimenta, canela e até ração de cachorro.

Tem desafio que não pode ser chamado de brincadeira, como fazer alguém ter falta de ar a ponto de desmaiar e por fogo no próprio corpo. E o mais curioso: até adulto está participando, junto com os filhos.

Mas qual é o risco que jovens e adultos correm com esses desafios? Quais os prejuízos para a saúde? Que cuidados os pais precisam ter para evitar que a brincadeira se torne fatal?

Para falar sobre os desafios da internet, o Bem Estar desta quarta-feira (02) convidou o psicólogo Cristiano Nabuco e a pediatra e consultora do Bem Estar, Doutora Ana Escobar.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/desafios-da-internet-bem-estar-fala-sobre-o-perigo-da-nova-moda-virtual.html 

Jovem trans é morta na Rússia após pedido do pai: 'Podem matar' 

 

Uma jovem trans muçulmana foi morta na Rússia dias após ver seu pai ir a uma emissora de TV para pedir: "Tragam meu filho aqui e matem-no na minha frente". As informações são do Daily Mail.

Raina, de 25 anos, passou por uma cirurgia de mudança de sexo, em Moscou, há um mês. Poucos dias depois se casou com um rapaz também de origem muçulmana.

O crime ocorreu após o pai da jovem, Alimshaikh Aliev, descobrir os planos de Raina. Então, em uma entrevista a uma emissora local, apelou: "Podem matá-lo, eu não quero vê-lo".

Raina era oriunda do Daguestão, região de forte ascendência islâmica localizada entre o Mar Cáspio e a Chechênia, na Rússia.

Segundo uma emissora de TV russa, Raina era discriminada por sua orientação sexual e passou a receber ameaças após a cirurgia para mudança de sexo.

A polícia de Moscou investiga o caso, mas ainda não identificou nenhum suspeito pelo crime.

Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/jovem-trans-%c3%a9-morta-na-r%c3%bassia-ap%c3%b3s-pedido-do-pai-podem-matar/ar-AAjIgVe?li=AAggXC1&ocid=mailsignout