sábado, 4 de fevereiro de 2017

Como saber se você tem apneia obstrutiva do sono?

Em vídeo, otorrinolaringologista Francini Pádua fala sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono.

Médicos deveriam fazer exames de rotina para verificar se um paciente tem apneia do sono mesmo se ele não apresentar sintomas? Ainda não está claro, segundo um comunicado da da Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF) publicado na revista médica "JAMA" no mês passado. 

O que se sabe até o momento é que pessoas que tenham sintomas como roncos crônicos, sensação de afogamento durante a noite, dores de cabeça matinais, problemas de cognição, mudanças de humor, idas frequentes ao banheiro durante a noite, boca seca ou dor de garganta pela manhã devem procurar ajuda médica para se submeter aos exames necessários para diagnosticar a doença. 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando o indivíduo fica sem respirar durante o sono por um período que varia de segundos a até minutos devido a uma dificuldade na passagem do ar. 

Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara. 

Esse é o grande risco oferecido pela doença. A pessoa fica com arritmia cardíaca, que é quando o coração se acelera muitas vezes, e então ele corre maior risco de falhar. Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs). 

As pessoas que recebem tratamento contra apneia tendem a melhorar a pressão sanguínea e sonolência durante o dia, além de apresentar uma melhora geral da qualidade de vida. O que não se sabe até o momento é se tratar um indivíduo que tenha apneia, mas não apresenta sintomas perceptíveis, trariam resultados semelhantes. 

A USPSTF pede que mais estudos sejam feitos para concluir se o rastreamento da apneia deve se estender a todas as pessoas como um exame de rotina. 

Cientistas descobrem por que alguns 'odeiam' o som de pessoas comendo

Condição conhecida como 'misofonia' causa reações bem mais intensas do que apenas 'não gostar' de determinados sons; pesquisadores tentam descobrir tratamentos.

Cientistas dizem ter descoberto por que algumas pessoas reagem de forma intensa - com emoções que podem beirar o "ódio" - ao som de mastigação de alimentos ou de respiração. 

A explicação está na misofonia, uma condição marcada por reações intensas a alguns sons específicos, bem mais complexa do que o "não gostar" de alguns barulhos. 

"Eu me sinto ameaçada e que preciso me debater ou fugir - a resposta é sempre essa, lutar ou fugir", conta Olana Tansley-Hancock, de 29 anos, que convive com misofonia há mais de duas décadas. 

Cientistas britânicos mostraram que os cérebros de algumas pessoas são programados para produzir uma resposta emocional excessiva nessas situações. 

Olana desenvolveu a condição quando tinha oito anos. Os sons que a irritam incluem o de respiração, de mastigação e o farfalhar de folhas ou sacos de papel ou plástico. 

"Qualquer pessoa comendo salgadinho crocante faz com que eu me afaste na hora. O barulho do pacote abrindo já é o suficiente para eu começar a me mexer", disse ela à BBC. 

"Não é qualquer irritação, é algo que me faz dizer imediatamente: 'Meu Deus, que barulho é esse?', e aí eu tenho que sair dali ou fazer parar na hora." 

"Passei muito tempo evitando lugares como cinema. Em trens, eu tinha que mudar de lugar sete ou oito vezes em menos de 30 minutos. E eu deixei um emprego depois de três meses depois de ter passado mais tempo chorando e tendo ataques de pânico do que trabalhando", contou. 

Cientistas britânicos escanearam o cérebro de 20 pessoas com misofonia - incluindo Olana - e 22 pessoas sem o problema. 

Os voluntários tiveram de ouvir diversos barulhos enquanto estavam ligados ao equipamento de ressonância magnética, incluindo:
  • Sons neutros, como a chuva
  • Sons mais incômodos em geral, como gritos
  • Sons que ativavam a doença
Os resultados, divulgados na publicação científica "Current Biology", revelaram que a parte do cérebro que une nossas sensações com nossas emoções - o córtex insular anterior - estava excessivamente ativa em momentos de misofonia. 

E que, nos voluntários que sofrem da condição, as conexões e interações com outras partes do cérebro se davam de forma diferente. 

"Eles começam a ficar extenuados quando começam a ouvir esses sons, mas a atividade era específica sobre esses sons que ativam a doença, não os outros dois", disse o cientista Sukhbinder Kumar, da Universidade de Newcastle. 

"A reação é majoritariamente de raiva. Não é nojo, desgosto, a emoção dominante é raiva - parece uma resposta normal, mas de repente se torna uma resposta exagerada."

Tratamento

Não há tratamentos para o problema, mas Olana desenvolveu uma forma de "driblá-lo", usando, por exemplo, tampões nos ouvidos. Ela também sabe que cafeína e álcool pioram a condição, por isso evita os dois. 

"Mas agora eu consegui amenizar o problema, ainda consigo ter um emprego - conheço muita gente que não consegue -, então eu me sinto com sorte, na verdade", afirmou. 

Ainda não se sabe ao certo o quanto o problema é comum ou não, já que também não há uma forma clara para diagnosticar o problema, que é considerado uma descoberta recente. 

Atualmente, a esperança dos pesquisadores é que o entendimento sobre como funciona o cérebro de uma pessoa com misofonia - em comparação com o cérebro de pessoas que não sofrem do problema - ajude a encontrar novos tratamentos. 

Uma ideia é que passar uma corrente elétrica de baixa intensidade pelo crânio, ação conhecida por ajustar funções do cérebro, pode ajudar. 

Tim Griffiths, professor de neurologia cognitiva da Newcastle University e da University College London de Londres, disse esperar "que isso tranquilize um pouco os pacientes". 

"Eu era parte dessa comunidade cética até que recebemos pacientes na clínica e entendemos o quão surpreendentes e semelhantes eram as suas características", disse. 

"Nós agora temos evidências para estabelecer a base do transtorno conforme as diferenças no mecanismo do controle do cérebro em casos de misofonia." 

Brasil tem 60 mortes confirmadas por febre amarela, diz ministério

País recebeu 921 notificações da doença; destas, 161 tiveram resultado positivo para o vírus e 702 ainda estão em investigação.

 
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (3) que o número de mortes confirmadas por febre amarela chegou a 60 no Brasil. Deste total, 53 ocorreram em Minas Gerais, quatro no Espírito Santo e três em São Paulo. 

Desde o início do surto, os órgãos de saúde brasileiros foram informados de 150 suspeitas de morte por febre amarela - 87 ainda estão em análise e três foram descartadas. Tocantins, que no último boletim tinha apenas uma notificação, agora apearece na lista com uma morte em investigação. 

Até então, o país recebeu 921 notificações da doença, sendo que 804 ocorreram em Minas Gerais. Deste valor total, 702 estão em investigação, 161 foram confirmadas e 58 descartadas. 

Nesta quinta-feira (2), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a cobertura de vacinação das áreas de risco em Minas Gerais chegou a 90%. Com isso, ele afirmou que há uma expectativa de que o número de casos passe a cair. 

"Com o aumento da cobertura vacinal, a expectativa é que caia o número de casos suspeitos. Então, isso é uma curva que ocorrerá de forma simultânea. Estamos dando condições aos municípios para aumentar a cobertura vacinal", declarou Barros. 

Na última sexta (28), a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou boletim com um posicionamento oposto às declarações de Barros. Segundo o órgão, o atual surto de febre amarela deverá chegar a outros estados do Brasil. 

Segundo o texto, espera-se a detecção de casos adicionais "devido ao movimento interno de pessoas e de macacos infectados, além do baixo nível de cobertura vacinal em áreas que antes não estavam em risco de transmissão de febre amarela". 

03/02/2017 15h57 - Atualizado em 03/02/2017 15h57

Estudo da USP aponta hipotireoidismo em 57% das mulheres grávidas

Doença pode levar a aborto natural ou afetar desenvolvimento da criança.
Nem todas as mulheres apresentam sintomas; veja como detectar disfunção.

Um estudo da USP de Ribeirão Preto (SP) aponta que 57% das mulheres grávidas desenvolvem o hipotireoidismo, doença causada pela baixa produção de hormônios responsáveis por funções metabólicas essenciais como frequência cardíaca e digestão.

Reconhecida através de sintomas como sono e ganho de peso excessivos, nem sempre manifestados nas pacientes, a disfunção é associada não só a problemas na gravidez, como aborto e descolamento de placenta, mas também a prejuízos futuros à criança.

"Aumenta a chance de o bebê ser pequeno, ter uma restrição de crescimento, aumenta a chance de o bebê ter um atraso no desenvolvimento neurológico dele ao longo da infância. É uma condição que preocupa por causa dessas consequências e ao mesmo tempo é fácil de diagnosticar e fácil de fazer o tratamento", afirma a médica obstetra Flávia Aguiar.

O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina"
 
Lea Maciel,
endocrinologista
 
Hipotireoidismo e gravidez
Localizada na região do pescoço, a tireoide é uma glândula responsável pela produção de dois hormônios - a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4) - essenciais para o metabolismo e ainda mais importantes na gestação.

Nesse período, a gestante precisa de uma dosagem diária de 250 microgramas de iodo - micronutriente necessário para a síntese desses hormônios -, 100 a mais do que em uma mulher que não está grávida.

Essa diferença, porém, não pode ser compensada apenas por intermédio da alimentação, explica a endocrinologista da USP Lea Maciel. Ao avaliar 191 gestantes atendidas em unidades básicas de saúde, ela constatou que 57% delas têm menos iodo do que o necessário, levando a uma produção deficiente dos hormônios T3 e T4, o hipotireoidismo - diferente do excesso, denominado hipertireoidismo.

"O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina", explica.
Hipotireoidismo atinge 57% das mulheres grávidas, aponta estudo da USP em Ribeirão Preto (Foto: Arte/EPTV) 
Hipotireoidismo atinge 57% das mulheres grávidas, aponta estudo da USP em Ribeirão Preto (Foto: Arte/EPTV)
 
Diagnóstico
Foi através do sono em excesso e do rápido ganho de peso que Elizabeth Jaskow Mac Micol descobriu ter hipotireoidismo nas duas vezes em que ficou grávida.

"Não tinha vontade de fazer nada, só queria ficar deitada. A coisa não estava do jeito que deveria estar, estava fora do normal", afirma a mãe de um filho de 2 anos e outro de dois meses, que somente conseguiu solucionar o problema por meio de reposição hormonal.

O que Elizabeth sentiu quando esteve grávida representa parte dos sintomas comuns às mulheres que sofrem da baixa produção de T3 e T4.  Indisposição, queda de cabelo, alteração na frequência cardíaca, ressecamento na pele e no cabelo também fazem parte das evidências.

Entretanto, nem todas as pacientes com a disfunção hormonal apresentam tais sintomas, explica a obstetra Flávia Aguiar. "Algumas mulheres não têm sintomas. Aquelas que têm alterações discretas nos níveis dos hormônios têm o que a gente chama de hipotireoidismo subclínico. O diagnóstico vai ser feito baseado somente na alteração dos níveis hormonais", afirma.

A solução, de acordo com especialistas, está no acompanhamento médico pré-natal e no exame de sangue, que vai apontar se o nível hormonal está adequado. A avaliação é primordial sobretudo para gestantes com mais de 30 anos, com histórico familiar de hipotireoidismo, diabéticas ou com outras doenças autoimunes, mulheres que passaram por abortos ou partos prematuros, entre outros casos apontados de alto risco.

"É muito importante fazer esse diagnóstico. Quando os níveis de hormônios tiroidianos são normalizados, a gestação transcorre normalmente, o bebê tem o desenvolvimento adequado, ela pode ter parto normal, pode amamentar. Se há um hipotireoidismo não diagnosticado ou que não se consegue um bom controle, pode realmente haver uma repercussão pra mãe e para o bebê", alerta a obstetra.
Elizabeth Jaskow Mac Micol descobriu ter hipotireoidismo nas duas vezes em que ficou grávida (Foto: Chico Escolano/EPTV) 
Elizabeth Jaskow Mac Micol descobriu ter hipotireoidismo nas duas vezes em que ficou grávida (Foto: Chico Escolano/EPTV)
 
Tratamento
Segundo Lea Maciel, além do consumo de suplementos alimentares com iodo em sua composição até o período de lactação, gestantes com hipotireoidismo devem buscar um tratamento de reposição de hormônios na gestação, prescrita por um endocrinologista.

"O iodo deve ser continuado na lactação. A lactante vai necessitar de mais quantidades de iodo na sua dieta. O tratamento [hormonal] tem que ser reavaliado no período pós-natal", diz.
Foi o que fez Elizabeth tanto na primeira quanto na segunda vez em que ficou grávida. Na primeira, a primeira dosagem foi suficiente para normalizar os níveis de T3 e T4 no organismo. Na segunda, foram necessários três meses de tratamento. Mesmo dois meses depois do parto, ela continua se medicando.

"Durante esses três meses é difícil manter o peso, ter disposição, ainda mais na segunda, com criança em casa para cuidar. Foi um pouco complicado, mas com acompanhamento correto tudo entra nos eixos", afirma.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2017/02/estudo-da-usp-aponta-hipotireoidismo-em-57-das-mulheres-gravidas.html

Dr. Bactéria ensina como desentupir os furinhos do chuveiro! 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=u1sAKHF2Gyw&feature=em-uploademail

Dr Bactéria ensina como desentupir ralo da cozinha 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Vlqy7lM4LPw&feature=em-uploademail

Dicas do Dr Bactéria: Como cuidar das escovas de dentes! 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=dOD3Z3lEf2Y&feature=em-uploademail