domingo, 21 de junho de 2015

Exercícios para afinar a cintura

postado em 21 08/2012 às 14h00 por Redação

Se você deseja ficar com uma cinturinha de pilão, aproveite as dicas da Corpo a Corpo, que traz exercícios para afinar a cintura, seja em casa ou na academia

Reportagem: Carla Festucci

exercicios para afinar a cintura
Ter uma cinturinha fina e as curvas bem definidas é o desejo de muitas de nós mulheres. E alguns exercícios, seja em casa ou na academia, podem ajudar a gente a conquistar esse objetivo de afinar a cintura.
"Primeiro temos que enfatizar que, para afinar a cintura, o foco tem que ser as atividades aeróbias, que farão a gordura diminuir como um todo e, consequentemente, vão afinar a cintura", ressalta Alessandra Dianin, profissional de educação física da Bio Ritmo Academia (SP).
Para isso, caminhada, corrida e bicicleta são as melhores opções. "Na academia podemos fazer também um transport, natação ou aulas aeróbias como Step, Body Combat ou Sh´Bam", indica ela.
Todas essas atividades tem que ser feitas no mínimo três vezes por semana e de preferência em dias alternados. Mas, segundo Alessandra, temos que realizar exercícios localizados também "para ativar mais o trabalho local, fortalecer e não ficar flácida". A professora da Bio Ritmo listou 6 exercícios localizados para afinar a cintura, 3 em casa e 3 na academia. Confira!
exercicios localizados para afinar a cintura
Seja em casa ou na academia, alguns exercícios localizados podem lhe ajudar a conquistar a
cinturinha fina dos sonhos
Foto: Caio Mello

Em casa

1. Deitada de lado: elevar o tronco e as pernas simultaneamente (este exercício é de Pilates e é bem eficiente). Faça 3 séries de 10 repetições de cada lado inicialmente.
2. Deitada de barriga pra cima: cruze a perna direita sobre a esquerda e gire o tronco para o lado direito, direcionando o ombro e não só o cotovelo. Faça 3 séries de 20 repetições de cada lado inicialmente.
3. Deitada de barriga pra cima: tente aproximar a mão direita no pé direito, fazendo assim uma flexão lateral. Vá alternando os lados. Faça 3 séries de 30 repetições já alternando os lados.

Na academia

1. No cross over, puxe o cabo, partindo debaixo, fazendo a flexão lateral do tronco.
2. Com halteres na mão, faça flexão lateral do tronco também.
3. Na prancha inclinada, posicione-se de lado e faça a flexão lateral do tronco.
*Para esses três na academia, são aconselhadas 3 séries de 10 repetições, pois trabalha-se com peso, o que dificulta o exercício.
"Lembrando que focar só nos exercícios localizados não funciona, o trabalho tem que ser combinado e o foco é o aeróbio", finaliza Alessandra.
Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/fitness/treino-localizado/exercicios-para-afinar-a-cintura/2544#

4 exercícios para pernas que definem e queimam gordura localizada

Siga o treino para conquistar pernas definidas e, de quebra, dar adeus às gorduras localizadas

Texto Helô Oliveira | Fotos Fabrizio Pepe | Adaptação Ana Paula de Araujo
Siga o treino para pernas proposto pelos professores Larissa Siervo e Diego Bonfim, da Bio Ritmo (SP) e, além de conquistar as pernas dos sonhos, você vai queimar gorduras localizadas. “O treino aciona com eficiência várias regiões da perna em poucos movimentos. Você pode queimar entre 300 e 500 calorias”, afirma Larissa. Exercite-se de duas a três vezes por semana, em dias alternados.
Dica: Se você tem pernas finas, capriche nos exercícios com carga e associe o programa à bike ou à escada.
Corpo a Corpo | Ed. 312

 

 

sábado, 20 de junho de 2015

Vídeo Aula 123 - Anatomia Humana - Sistema Nervoso: Inervação dos Músculos da Coxa 

 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=pcr9jmqIMG8

- Atualizado em

Isquiotibial, o músculo da 'fisgada'

Conheça as funções dos músculos posterioes da coxa, os principais fatores de risco e formas de evitar essa lesão comum a corredores e peladeiros

Por Jundiaí, SP
futebol eu atleta (Foto: Getty Images) 
Corredores e jogadores de futebol teme a famosa "fisgada" no posterior da coxa  (Foto: Getty Images)

Sabe "aquela" fisgada no posterior da coxa que tanto assusta ao final de um treino longo ou durante um jogo de futebol? As lesões nessa região da perna são frequentes em esportes que envolvam corrida, mas nem sempre são graves -podem ir de uma simples sensação dolorosa até uma ruptura de fibras musculares.
Os músculos posteriores da coxa são chamados de isquitibiais e têm ação sobre o joelho e o quadril. O principal papel dessa musculatura durante a corrida é frear um pouco antes do pé tocar o chão. Sem a sua contração nessa fase é como se o pé fosse chutado para frente com força todas as vezes que vai encontrar o chão: o joelho estica muito rápido.  Na fase em que o pé já está em contato com o solo essa musculatura auxilia na estabilização da posição do quadril.
Os principais fatores que aumentam o risco de lesão nos isquiotibiais são:

* Fraqueza muscular: os músculos precisam de força para frear o movimento. Se lhes é exigido mais do que suportam pode ocorrer ruptura de fibras musculares. Porém é preciso mais do que “puxar peso” para treinar adequadamente essa musculatura. É necessário um trabalho de ação excêntrica (ao final do texto apresento um exercício para exemplificar);

* Lesão prévia: após uma primeira fisgada, aparentemente inocente, as chances de uma lesão mais grave aumentam. Isto acontece porque ocorre uma inibição do músculo pelo cérebro, que é quem controla toda a atividade muscular (o cérebro faz com que o músculo diminua sua contração e força). Como explicado no caso acima, se o músculo não tem força para dar conta do recado ele acaba sofrendo uma lesão;
* Desequilíbrio muscular: falta de força nos músculos do quadril (glúteo máximo, por exemplo) faz com que os músculos posteriores da coxa tenham que trabalhar mais para compensar essa fraqueza, o que gera sobrecarga e lesão.
* Fadiga: esse grupo muscular vai perdendo sua potência de ação ao longo do tempo, por isso lesões são mais frequentes no final de treinos e jogos. Alongamento é a primeira coisa que vem a cabeça quando se fala em dor em posterior de coxa não é mesmo? Porém pesquisas científicas mostraram que o alongamento não previne lesão nessa musculatura e pode até mesmo retardar o seu processo de recuperação.
Para treino de ação excêntrica dos músculos isquitibiais pode-se fazer o seguinte exercício: de joelhos, com alguém segurando seus pés, vá inclinando o corpo para frente, sem mexer o quadril. Lembre-se de manter o abdômen contraído.

Embora seja uma tecla já bastante batida, não custa relembrar: o aquecimento antes do treino (uma caminhada ou um trote leve, por pelo menos 10 minutos) é uma medida simples que contribuirá na prevenção da lesão nos músculos posteriores da coxa e tantas outras.

Raquel Castanharo (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM) 
Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/06/isquiotibial-o-musculo-da-fisgada.html 

Vídeo Aula 122 - Anatomia Humana - Sistema Muscular - Músculos da Coxa: Quadríceps e Isquiotibiais 

 

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Os músculos da coxa

Os músculos da coxa são divididos em 3 grupos: anterior, medial e posterior.

O grupo anterior é formado por músculos extensores da perna: o músculo sartório e quadríceps femoral. O grupo medial é formado por músculos adutores da perna, que tem seu volume aparente mais importante, na parte superior interna da coxa. O grupo posterior é formado por músculos flexores da coxa, como o  bíceps, semitendíneo e semimembranáceo.

Grupo anterior - músculos extensores da coxa

Músculo SARTÓRIO

O sartório, também conhecido como músculo costureiro, é o músculo mais longo do corpo humano, e de grande importância no desenho do membro inferior. Ele não se insere sobre o fêmur, porém, todo o seu corpo muscular passa sobre este osso.
É o músculo superior da lição de Tintoretto, tem origem na espinha ilíaca ântero-superior, seu corpo muscular fino e achatado desce, contornando a face anterior da coxa em movimento espiralado, em direção à face interna do joelho, para se inserir na face medial e proximal do corpo da tíbia. Colabora na flexão da perna e da coxa, girando-a lateralmente.


Músculo QUADRÍCEPS
 
É o músculo mais potente do corpo humano, formado por 4 músculos: reto femoral, vasto lateral, vasto intermédio e vasto medial. Estes músculos possuem origens diferentes e uma inserção comum sobre a base da patela e, através do ligamento patelar, sobre a tuberosidade da tíbia. 
Músculos do Corpo Humano 

Músculo RETO FEMORAL
 
É um músculo fusiforme, situado na região mediana do quadríceps. É visível na superfície anterior da coxa dos esportistas, com corpo muscular retilíneo e pouco volumoso durante o movimento do membro inferior.
Origina-se por dois tendões: o reto tem origem na espinha ilíaca ântero-inferior e o outro, posterior ou refletido, na margem superior do acetábulo. O corpo muscular desce levemente inclinado para dentro, para se unir aos outros músculos do quadríceps através de um tendão único, que se insere sobre a base da patela. Quase todo o seu corpo muscular é visível na face anterior da coxa, sendo somente sua parte superior, encoberta pelo músculo sartório. Flexiona a coxa e estende a perna sobre a coxa.


Músculo VASTO LATERAL
 
Corresponde à maior parte do quadríceps femoral, é forte, longo, e importante no desenho da face lateral da coxa. Seu corpo muscular se destaca sob a fáscia ilio-tibial, grande aponeurose lateral e plana da coxa. Origina-se das bordas anterior e inferior do trocanter maior, e na parte posterior, em uma longa linha vertical (lábio lateral da linha áspera) do fêmur. Participa da extensão da perna.


Músculo VASTO MEDIAL
 
Origina-se do lábio medial da linha áspera do fêmur, situada na região posterior interna deste osso e sobre a linha intertrocantérica. Seu corpo é responsável pelo volume muscular situado na região inferior e interna da coxa, logo acima do joelho. É importante notar que este extensor da perna é o músculo do quadríceps cujo corpo muscular chega mais inferiormente. Se traçarmos uma linha que se estende da inserção inferior do vasto lateral até a inserção inferior do vasto medial, perceberemos que é inclinada para baixo e para dentro, acompanhando o volume dos músculos.
Durante a posição de contraposto, podemos ver uma barriga formada por este músculo e por tecido adiposo, no membro inferior que serve de apoio.

Grupo posterior - músculos flexores da coxa


Músculo SEMIMEMBRANÁCEO 
 
Situado na região posterior interna, nasce sobre a tuberosidade (espinha) isquiática da bacia; seu corpo desce, desenvolvendo-se para a parte interna posterior da coxa, até se inserir, através de um tendão curto e espesso, sobre o côndilo medial da tíbia e sobre o ligamento poplíteo oblíquo. Flexiona a perna e a vira para o interior, após sua flexão.
 

Músculo SEMITENDÍNEO
 
Situado logo acima (mais superficial) do músculo semimembranáceo e ao lado da cabeça longa do músculo bíceps da coxa. Nasce através de um curto tendão sobre a tuberosidade isquiática. Seu longo tendão se insere sobre a face medial superior da tíbia. Executa a mesma ação do músculo semimembranáceo.


Músculo BÍCEPS DO FÊMUR
 
Possui duas cabeças: a cabeça longa tem origem sobre a face posterior da tuberosidade (espinha) isquiática, do lado (lateral externo) do músculo semitendíneo. A cabeça curta nasce sobre a linha áspera, situada na região posterior inferior do fêmur e sobre a região acima dos côndilos.  Insere-se, através um forte tendão, sobre a cabeça da fíbula. Flexiona a perna e a vira para o exterior, após a flexão. Se a perna estiver fixa, participa da extensão da pelve e do tronco, com os demais músculos deste grupo.

Grupo medial - músculos adutores da coxa


Músculo PECTÍNEO
  Músculo quadrangular e chato, se origina na linha pectínea, situada na região superior do ramo superior do pube. Seu corpo muscular diminui de tamanho, à medida em que desce obliquamente, para se inserir na linha que se estende do trocanter menor à linha áspera. É adutor e flexor da coxa, girando-a medialmente.


Músculo ADUTOR LONGO
 
Músculo triangular, origina-se na região de união da sínfise com a crista púbica, ao lado do músculo grácil, acima (mais superficial) do músculo adutor curto. Seu corpo se desenvolve para se inserir sobre o lábio medial da linha áspera do fêmur. Quando se contrai, é adutor, flexor e gira medialmente a coxa.


Músculo GRÁCIL 
 
Inicia-se na região de sínfise e arco púbico. Seu corpo fino e longo desce verticalmente formando o perfil interno da coxa, e se insere sobre a parte superior e medial da tíbia, atrás da inserção do músculo sartório e acima da inserção do músculo semitendíneo, formando uma inserção quase que comum entre os três. Flexiona a perna, na articulação do joelho, gira-a medialmente e aduz a coxa.
 




Queridos leitores, um músculo abdutor é um músculo que produz movimento de abdução (auxiliam na estabilização do quadril, sendo muito importantes para a manutenção da cabeça do fêmur - osso da coxa no acetábulo - estrutura óssea do quadril). Um músculo adutor é um músculo que produz movimento de adução (responsáveis pelo movimento da pélvis, estabilizam o quadril durante uma corrida e atuam como músculos secundários na amplitude da passada).
Exercícios para fortalecer esses músculos tão importantes para as nossas coxas: 
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Fonte: http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento/musculos-adutores-e-abdutores-sao-importantes-para-a-corrida/
Leg-press 
Execução: 
-Sente-se no aparelho e coloque os pés com afastamento na plataforma igual à largura dos ombros;
-Lentamente, abaixe o peso até que os joelhos estejam com 90° de flexão;
-Empurre o peso de volta à posição inicial, para isso, estenda as pernas. 

Músculos Envolvidos:
-Quadríceps, Glúteos, Posteriores da Coxa e Adutores da Coxa.
Fonte: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/quadriceps/leg-press/
Agachamento-hack  
Execução:
-Posicione as costas contra o encosto e os ombros por baixo dos rolos almofadados e fique em pé com os pés afastados na largura dos ombros sobre a plataforma, com os dedos apontando para frente;
-Abaixe lentamente o peso, flexionando os joelhos até 90°;
-Empurre o peso de volta à posição inicial, estendendo as pernas;
-Os dedos dos pés devem estar apontando na mesma direção da coxa e do joelho: para frente ou ligeiramente para fora. O posicionamento dos pés baixos na plataforma (perto do corpo) enfatizará o quadríceps, enquanto o posicionamento dos pés em uma posição mais alta na plataforma implicará maior esforço dos glúteos e os músculos posteriores da coxa;
-O posicionamento dos pés com um afastamento igual à largura dos ombros (a) mobiliza a coxa inteira. Um espaçamento mais aberto dos pés (b) enfatiza mais os quadríceps internos, músculos adutores e sartório. O posicionamento dos pés mais fechados (c) transfere o enfoque para os  quadríceps externos (vasto lateral) a adutores (tensor da fáscia lata). 

Músculos Envolvidos:
-Quadríceps, Glúteos, Posteriores da Coxa e Adutores da Coxa.
Fonte: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/quadriceps/agachamento-hack/
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O segundo exercício realizaremos deitados sobre um colchonete. Também nos colocamos de lado, ligeiramente incorporados, aguentando nossa cabeça com a mão. Então, levaremos a perna, do mesmo modo que no exercício anterior, isto é, lentamente, tentando não girar o quadril , de modo que músculo abdutor trabalhe. Fazemos várias séries e depois procedemos do mesmo modo com a outra perna, dando a volta.
Fonte: https://www.ativo.com/fitness/musculo-a-musculo-fortalecimento-dos-abdutores/ 
Um músculo flexor é um músculo que faz o movimento de flexão e um músculo extensor é um músculo que faz o movimento de extensão.

Exercício de Flexão.   

Flexão-de-pernas,-em-pé 
Para executar o Flexão de pernas em pé:
Coloque um calcanhar por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna.
Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega.
Abaixe o peso de volta a posição inicial.

- See more at: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/posterior-da-coxa/flexao-de-pernas-em-pe/#sthash.BwbbKX3r.dpuf
Para executar a flexão:
Coloque um calcanhar por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna.
Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega.
Abaixe o peso de volta a posição inicial.
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-Coloque um pé por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna;
-Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega;
-Abaixe o peso de volta a posição inicial. 

Músculos Envolvidos:
-Posteriores da Coxa, Glúteos e da Panturrilha.
Para executar o Flexão de pernas em pé:
Coloque um calcanhar por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna.
Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega.
Abaixe o peso de volta a posição inicial.

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Exercício de Extensão:
Extensão-de-pernas 
Para executar a Flexão:
-Sente-se no aparelho e coloque os pés por baixo dos rolos;
-Levante as pernas para cima, até que os joelhos estejam estendidos;
-Abaixe as pernas de volta à posição inicial, com os joelhos dobrados em 90°.

Músculos Envolvidos:
-Posteriores da Coxa, Glúteos e da Panturrilha.
Agachamento-livre-com-barra 
Execução:
-Em pé com a barra apoiada nos ombros e os pés afastados em distância igual à largura dos ombros;
-Flexione lentamente os joelhos até que as coxas fiquem paralelas ao chão;
-Estenda as pernas para retornar à posição inicial (em pé).

Músculos Envolvidos:
-Quadríceps, Glúteos, Posteriores da Coxa, Adutores da Coxa, Eretores da Espinha e Abdominais.  
Afundo 
Execução:
-Em pé com  os pés afastados na largura dos ombros, segure dois halteres fixos com os braços estendidos ao lado do corpo;
-Dê um passo para frente e flexione o joelho até que a coxa da perna que avançou esteja paralela com o chão;
-Retorne à posição inicial e repita, usando a outra perna.

Músculos Envolvidos:
-Quadríceps, Glúteos, Posteriores da Coxa, Adutores da Coxa.
Levantamento-Stiff
Execução:
-Fique em pé e mantenha o corpo ereto, com os pés diretamente abaixo dos quadris, segurando uma barra com os braços estendidos;
-Incline-se para a frente (use a cintura) abaixando o peso, mas mantendo as pernas estendidas;
-Para antes que o peso toque o chão e volte a levantá-lo.

Músculos Envolvidos:
-Posteriores da Coxa, Glúteos, Eretores da Espinha e Quadríceps.
Fonte: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/posterior-da-coxa/levantamento-stiff/  

Flexão-de-pernas,-deitado 
Execução:
-Deite-se de bruços sobre o aparelho e enganche os calcanhares por baixo dos rolos almofadados;
-Levante o peso dobrando os joelhos e eleve os calcanhares na direção das nádegas;
-Abaixe o peso de volta à posição inicial.

Músculos Envolvidos:
-Posteriores da Coxa, Glúteos e da Panturrilha.

Panturrilha-no-leg-press  
Execução:
-Coloque as bolas dos pés sobre a borda da plataforma (como em um aparelho de leg press) e abaixe o peso o máximo possível;
-Empurre o peso para cima até onde puder, contraindo os músculos da panturrilha;
-Abaixe lentamente o peso até a posição inicial.

Músculos Envolvidos:
-Gastrocnêmio e Solear.


Para executar o Flexão de pernas em pé:
Coloque um calcanhar por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna.
Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega.
Abaixe o peso de volta a posição inicial.

- See more at: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/posterior-da-coxa/flexao-de-pernas-em-pe/#sthash.BwbbKX3r.dpuf
Para executar o Flexão de pernas em pé:
Coloque um calcanhar por baixo do rolo almofadado e apoie o peso com a outra perna.
Levante o peso dobrando o joelho e elevando o calcanhar na direção da nádega.
Abaixe o peso de volta a posição inicial.

- See more at: http://www.malhandocerto.com/exercicios/perna/posterior-da-coxa/flexao-de-pernas-em-pe/#sthash.BwbbKX3r.dpuf



















































Articulações do Cotovelo
A articulação do Cotovelo é formada por três ossos (Úmero, Rádio e Ulna), classificada como articulação Sinovial do tipo Gínglima (dobradiça). As projeções ósseas no Cotovelo são evidentes e de fácil acesso.

Epicôndilo Medial: localizado na região Distal e Medial do Úmero.

Estratégia para Palpação: a palpação é facilitada se o Cotovelo estiver flexionado (90°). Após esse posicionamento, deslize o dedo na região Medial e Distal do Úmero.

Epicôndilo Lateral: localizado na região Distal e Lateral do Úmero, porém menos saliente que o Epicôndilo Medial.
 
Estratégia para Palpação: a palpação é facilitada se o Cotovelo estiver flexionado a 90°. Após esse posicionamento, deslize o dedo na região Lateral e Distal do Úmero.

Cristas Supraepicondilares Medial e lateral: localizadas proximalmente aos seus respectivos Epicôndilos. Local de inserções musculares e dos septos Medial e Lateral do Braço (os septos Medial e Lateral do Braço são prolongamentos fasciais, que dividem o compartimento Anterior e Posterior do Braço). O N. Ulnar perfura o (septo Medial).

Estratégia para Palpação: localize o Epicôndilo Medial e deslize o dedo Proximalmente para acessar a Crista Supraepicondilar Medial; localizando o Epicôndilo Lateral, deslize o dedo Proximalmente para palpar a Crista Supraepicondilar Lateral.

Fossa do Olécrano: uma escavação localizada na região Distal da Face Posterior do Úmero. Essa Fossa é ocupada pelo Olécrano durante o movimento de Extensão do Cotovelo.

Estratégia para Palpação: sustente o Membro Superior com apoio na Face Medial do Cotovelo. Flexione 90° a articulação do Cotovelo e solicite ao paciente o relaxamento da musculatura. Observando como referência o Epicôndilo Lateral, deslize o dedo em sentido Medial, partindo do Epicôndilo Lateral, até encontrar a Fossa do Olécrano. 

Olécrano: projeção óssea da Epífise Proximal da Ulna, forma a ponta do Cotovelo.

Estratégia para Palpação: o Olécrano é facilmente visualizado e palpado. Flexione totalmente a articulação do Cotovelo, a projeção no Cotovelo é formada pelo Olécrano.

Sulco do Nervo Ulnar e Nervo Ulnar: o Sulco do Nervo Ulnar é encontrado na Epífise Distal do Úmero. Localizado Posteriormente ao Epicôndilo Medial. O N. Ulnar ocupa o Sulco do Nervo Ulnar. Em seu trajeto no Cotovelo é acompanhado pela A. Colateral Ulnar no seu trajeto pelo Braço.

Estratégia para Palpação: o Sulco do N. Ulnar pode ser encontrado no ponto Médio entre o Epicôndilo Medial e o Olécrano. Após encontrar o Sulco do Nervo Ulnar, palpe o Nervo Ulnar e, faça-o rolar abaixo dos seus dedos, o Nervo Ulnar pode se deslocado como um cordão.

Capítulo do Úmero: localiza-se na Epífise Distal e Lateral do Úmero. Articula-se com a Fóvea Articular da Cabeça do Rádio (formando a articulação Umerorradial). 

Estratégia para Palpação: posicione o Cotovelo em flexão. Após localizar o Epicôndilo Lateral, deslize o dedo Distalmente e Inferiormente na direção do Capítulo do Úmero.

Cabeça do Rádio: se articula com o Capítulo do Úmero e com a Incisura Radial da Ulna (formando as articulações Umerorradial e Radioulnar proximal, respectivamente. 

Estratégia para Palpação: posicione o Cotovelo em flexão. Após localizar o Capítulo do Úmero, deslize o dedo levemente em sentido Distal na direção do Rádio, até sentir uma elevação arredondada, a Cabeça do Rádio. Os movimentos de Pronação e Supinação auxiliam na identificação da Cabeça do Rádio.  

Fossa Cubital: é uma área triangular e côncava na face Anterior do Cotovelo. Limitada Superiormente por uma linha que liga os Epicôndilos (Medial e Lateral) do Úmero; Medialmente pelo Músculo Pronador Redondo e Lateralmente pelo Músculo Braquiorradial. O conteúdo da Fossa Cubital é: a parte terminal da A. Braquial, o N. Mediano e o Tendão do Músculo Bíceps Braquial. 

O Tendão do Músculo Bíceps Braquial se posiciona Lateralmente, o N. Mediano em posição Medial e, a A. Braquial é Intermédia. 

O Pulso da Artéria Braquial pode ser aferido na Fossa Cubital, Medialmente ao Tendão do Músculo Bíceps Braquial.  

Estruturas Superficiais da Fossa Cubital: a Aponeurose do Músculo Bíceps Braquial separa o conteúdo da Fossa Cubital, das Estruturas Superficiais, sendo:
-Veia Intermédia do Cotovelo: comunica a V. Cefálica com a V. Basílica. A V. Intermédia do Cotovelo cruza a Fossa Cubital, no sentido Proximal-Medial, é separada da A. Braquial pela Aponeurose Biccipital. É visível superficialmente na Fossa Cubital;
-O Nervo Radial: após atravessar Posteriormente a Diáfise do Úmero, dirige-se Anteriormente ao Epicôndilo Lateral do Úmero e, se divide em ramos: Superficial (que tem o trajeto profundo ao Músculo Braquiorradial); e Profundo (que inerva os músculos do compartimento Posterior do Antebraço). O nervo Radial é visível e não é possível sua palpação;
-Tendão Comum dos Músculos Extensores do Carpo e Dedos: os Músculos Extensores estão no compartimento Posterior do Antebraço e são inervados pelo Nervo Radial.  Os Músculos são: Braquiorradial, Extensores Radial Longo e Curto e Ulnar do Carpo e, o Extensor dos Dedos estão inseridos na Crista Supraepicondilar Lateral do Úmero.

Estratégia para Palpação: posicione o Cotovelo do paciente com flexão de 90° e Pronação do Antebraço. Segure o dorso da Mão do paciente. Solicite que ele faça uma Extensão do Punho, e então, resista o movimento. Os Tendões de origem (na Crista Supraepicondilar Lateral e no Epicôndilo Lateral, tornam-se evidentes. 

Prática de Anatomia - Prática no Laboratório de Anatomia 

Articulações Radioulnar 

 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=zcwrvYomAo0

Revisão de Anatomia Humana - Ulna 

 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=NMTuecMlwZU

Fonte: BACKHOUSE, Kenneth M.; HUTCHINGS, Ralph T. Atlas Colorido de Anatomia de Superfície Clínica e Aplicada. São Paulo: Manole, 1989.   

sexta-feira, 12 de junho de 2015

BEIJO NA BOCA - BENEFÍCIOS E RISCOS
Todos sonhamos com um beijo na boca. Ele acelera os batimentos cardíacos instantaneamente, podendo saltar de 70 para 150 batimentos por minuto. O corpo aquece, aumenta a pressão arterial, movimenta 29 músculos da face, cresce a produção de hormônios aumentando a libido e, aumenta,ainda, o nível de serotonina – substância química que dá a sensação de euforia e relaxamento. Beijar na boca acalma, alivia o estresse, diminui  a insônia e as dores de cabeça.

Vale alertar que beijar na boca emagrece. Isso mesmo. Pode-se perder  até  12  calorias  em um único beijo. 
Porém, existem os fatores desfavoráveis, quando não são tomadas as devidas precauções.
A boca é uma das regiões do organismo humano mais contaminada.
Pode-se contrair inúmeras doenças bacterianas e virais num simples beijo.
Iniciam com as cáries, gengivite, herpes, hepatite tipo C, e ate mononucleose, provocando febre, enfartamento dos gânglios do pescoço e das axilas, comprometimento do fígado e do baço, entre outras.

Na boca existem mais de 300 tipos diferentes de bactérias e, em uma simples gota de saliva podem existir até 3.000 bactérias. Com essa afirmação a conclusão lógica é que todas as bocas são contaminadas. A depender da higiene, que se costuma realizar no cotidiano, essas bactérias podem se proliferar de forma descontrolada, formar colônias e através da gengiva chegar `a corrente sanguínea, comprometendo de maneira preocupante a  saúde.

Sabe-se, hoje, que, 70% das doenças que nos acometem, vírus e bactérias, originam-se na cavidade oral, sendo a boca não somente, a porta de entrada ,apenas, de alimentos, mas, também , de doenças.
Uma adequada higiene oral, não causa, apenas, benefícios com relação`a redução de cáries, doenças periodontais e o mau hálito. Os benefícios se estendem para o corpo como um todo e pode-se estar evitando com esta precaução o infarto do miocárdio, o acidente vascular cerebral, ou, até mesmo, um parto prematuro.


Uma higiene correta da boca deve ser feita após o café da manha e almoço e, obrigatoriamente, antes de dormir, usando o fio dental, a escova de dentes e o limpador  de língua. Vale ressaltar que a língua é o maior nicho de bactérias da cavidade bucal. O momento mais importante dessa higiene é à noite, pois é quando não fabricamos saliva e  as bactérias se proliferam com mais facilidade causando mais danos `a saúde.
Importante destacar que aqueles que têm o habito de ingerir bebidas alcoólicas, devem ter um cuidado especial com sua higiene oral, principalmente, antes de dormir, pois o álcool resseca a mucosa da boca causando um aumento da descamação, o que alimenta as bactérias, favorecendo, em muito, sua proliferação e, consequentemente, as doenças apontadas.

Como é impossível examinar, no carnaval, a boca a ser beijada; devem os parceiros manter a boca limpa,com uma cuidadosa higienização, a fim de que as bactérias não encontrem ambiente propicio, para  proliferar e com essa ação, reduzir o  risco de adquirir doenças.
 
Dra Ana Kolbe
Presidente da Associação Baiana de Odores da Boca- ASBOB
Membro da International Socienty for Breath Odor Research - ISBOR
Fonte: http://www.kolbe.com.br/beijo.php
Hoje, no Dia dos Namorados, falaremos dos Músculos envolvidos no BEIJO.
ANATOMIA DA BOCA
MUCOSA
Mucosa é um tipo de tecido epitelial de revestimento interno das cavidades do corpo que têm contato com o meio externo (o interior do tubo digestivo é, neste contexto, considerado meio externo).
Mucosa é o nome dado ao conjunto formado por epitélio mais tecido conjuntivo que reveste as cavidades úmidas do corpo, em contraste com a pele onde a superfície é seca. Portanto, recobre locais como a boca, intestino, bexiga, etc. Seu tecido conjuntivo é denominado lâmina própria ou córion.
A boca é um órgão peculiar a começar porque é a única parte do tubo digestivo coberta por mucosa na parte interna e pele na parte externa.

MUCOSA BUCAL
A mucosa bucal é, portanto, o revestimento da cavidade bucal incluindo gengiva, palato, lábio, bochecha, soalho da boca e outras estruturas. A mucosa geralmente é um epitélio escamoso estratificado não queratinizado que reveste músculos, ossos ou glândulas, e podem mostrar graus variados de queratinizações em locais específicos.
Esta mucosa  apresenta  características estruturais diferentes, dependendo da região considerada. Isto ocorre porque esta mucosa se adapta frente as agressões funcionais frente a modificações evolutivas e também sofre modificações reversíveis em resposta a função e ao uso.
A cavidade nasal na parte média da face, acima da cavidade bucal (esta se localiza na parte inferior da face). É delimitada por um arcabouço osteocartilaginoso que forma a saliência denominada nariz, é dividida pelo septo nasal em duas metades, esquerda e direita geralmente assimétricas.
O nariz tem a forma pirâmido-triangular e seu ângulo superior de implantação é chamado raiz. Suas faces laterais convergem súpero-medialmente e constituem o dorso nasal, borda livre que termina no ápice. A parte inferior apresenta dois orifícios amplos, elíticos, as narinas, uma esquerda, outra direita, separadas entre si pela porção ântero-inferior do septo. Comunicam o interior da cavidade nasal com o meio ambiente.
Na cavidade da boca fazem saliência a língua e os arcos dentários, e nela abrem-se os ductos das glândulas salivares. Imagine os dois arcos dentários em contato (oclusão); e perceba que a face externa da parede formada por esses arcos em contato determina, com as bochechas e os lábios, um espaço fissural. Este espaço é chamado vestíbulo bucal (daí o nome 'vestibular' para as faces dos dentes desse lado). A região interna aos arcos dentários, onde se encontra a língua, é a cavidade bucal propriamente dita.
Os lábios, superior e inferior, são duas pregas cutâneas-músculo-mucosas que delimitam a rima bucal; unem-se à direita e à esquerda formando a comissura labial circunscrevendo em arco as respectivas extremidades da rima bucal, denominadas ângulos da boca (ângulos orais).
Na face cutânea do lábio superior há, na região mediana, logo abaixo do septo nasal, um sulco vertical, o filtro, que atinge o relevo mediano da margem livre do lábio, nas regiões laterais direita e esquerda, dispõem-se os respectivos sulcos nasolabiais que marcam na pele os limites entre lábio superior e bochecha, estendendo-se das asas do nariz, obliquamente para baixo e para fora, até as correspondentes comissuras labiais.
A superfície cutânea da lábio inferior é separada da saliência mentoniana, por um sulco transversal em arco, o sulco mentolabial.
Na face mucosa de cada lábio há uma grande prega mediana, o freio do lábio, mais evidente no superior.
Os lábios são formados por uma camada muscular estriada de constituição complexa na qual tomam parte os músculos mímicos, são revestidos externamente por pele e se continuam pela margem livre com a mucosa bucal, rica em glândulas salivares labiais; possuem densa irrigação.
As bochechas estão em ligação direta com os lábios a apresentam também uma superfície cutânea e outra mucosa. A camada muscular da bochecha é representada principalmente pelo músculo bucinador.


Na mucosa jugal (da bochecha) localizam-se as glândulas salivares genianas (1 a 3 mm); na altura do dente segundo molar superior observa-se, de cada lado, uma pequena papila com o orifício de abertura do canal excretor da correspondente glândula parótida.



O palato (céu da boca) é o teto da cavidade bucal e separa-a da cavidade nasal. Compreende uma porção anterior, esquelética – palato duro – e outra posterior, muscular – palato mole ou véu palatino.
Na porção óssea mucosa apresenta saliências transversais, variáveis em número e disposição, as cristas palatinas transversas.




Da margem posterior, livre, do pálato, projeta-se uma saliência cônica, mediana, a úvula palatina (figura Acima). De cada lado desta dispõem-se de duas pregas, uma anterior e outra posterior, respectivamente arco palatoglosso e arco palatofaríngeo, entre os dois se aloja um órgão linfóide a tonsila palatina.
O arco anterior é determinado pelo músculo palatoglosso e o posterior por parte do músculo palatofaríngeo.
A úvula possui músculo próprio, o músculo da úvula. Dois outros músculos, o tensor e o elevador do véu palatino, dirigem-se superiormente, inserindo-se na base do esqueleto cefálico.


A língua é um órgão muscular revestido em sua maior parte por mucosa, projeta-se para o interior da cavidade bucal. Tem importantes funções na mastigação, na deglutição, como órgão do gosto e na articulação da palavra.
Pode-se considerar na língua um corpo ou parte bucal, que corresponde aos dois terços anteriores, e uma raiz ou parte posterior, terço posterior. O limite entre corpo e raiz é marcado parcialmente por um sulco – sulco terminal – em V ou em arco aberto para diante apresentando na linha mediana uma pequena depressão, o forame cego da língua.

O corpo apresenta: uma face superior, o dorso da língua; um ápice, anterior, arredondado, que se continua nas margens laterais; e uma face inferior (ventre da língua), menos extensa, que apresenta na linha mediana o frênulo lingual (ou freio lingual), prega mucosa estendida da língua e parte anterior do soalho da cavidade bucal à gengiva. Esta constitui o revestimento mucoso das arcadas alveolares (que está detalhada na aba “anatomia 2”).

A raiz da língua está voltada para a faringe, estende-se até a epiglote e apresenta três pregas mucosas: a prega glosso-epiglótica mediana, maior e duas laterais, menores, as pregas glosso-epipglóticas laterais, as fóssulas interpostas são denominadas valéculas epiglóticas.

A mucosa de revestimento, de aspecto e estrutura diversos nas várias regiões da língua, apresenta: folículos linfáticos que, agrupados, constituem, na raiz da língua a tonsila lingual; pequenas e numerosas glândulas salivares, linguais; e numerosos e pequenos relevos, as papilas linguais.
As papilas linguais são de diferentes tipos: filiformes, as mais numerosas distribuem-se por todo o dorso, margens e ápice da língua; valadas, volumosas, em geral de 7 a 12, dispõem-se comumente em forma de V ou Y, logo adiante do sulco terminal; fungiformes, em número de 150 a 200, estão disseminadas no dorso da língua, anteriormente às valadas, folhadas, uma em cada margem da língua logo adiante do arco palatoglosso, são formadas por 4 a 8 pregas verticais na mucosa.

A língua é formada por músculos estriados extrínsecos que se fixam em formações ósseas vizinhas (m. genioglosso, m. hioglosso, m. estiloglosso, m. palatoglosso e m. condroglosso) e intrínsecas, contidas na espessura do órgão – músculos próprios: longitudinal superior, longitudinal inferior, transverso e vertical da língua.






MÚSCULOS DA PAREDE DA BOCA



MÚSCULO LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ
ORIGEM – processo frontal maxilar
INSERÇÃO – lábio superior
AÇÃO – eleva e realiza protusão com lábio superior e abertura da asa do nariz (mostra a gengiva)

                          MÚSCULO ZIGOMÁTICO MAIOR      
ORIGEM – zigoma, osso zigomático
INSERÇÃO – ângulo da boca
AÇÃO – eleva o ângulo da boca

MÚSCULO ZIGOMÁTICO MENOR
ORIGEM – zigoma (sob orbicular do olho)
INSERÇÃO – lábio superior (parte lateral)
AÇÃO – eleva lábio superior

MÚSCULO DEPRESSOR DO ÂNGULO DA BOCA
ORIGEM – mandíbula, abaixo do ângulo da boca
INSERÇÃO – ângulo da boca
AÇÃO – ato de tracionar para baixo os ângulos da boca

MÚSCULO ORBICULAR DA BOCA
ORIGEM – numerosas camadas de fibras musculares circundando o orifício da boca
INSERÇÃO – maior parte da pele e membrana mucosa externa
AÇÃO – fechamento dos lábios, protusão para frente (assobiar)
OBS.: pode citar que origina e insere nos processos alveolares das maxilas

MÚSCULO BUCINADOR
ORIGEM – superfície externa dos processos alveolares maxila e mandíbula
INSERÇÃO – ângulo da boca, fundindo–se com orbicular da boca
AÇÃO – ato de pressionar as bochechas firmemente de encontro aos dentes (lateral), ato de tracionar para trás o ângulo da boca
Obs.: este músculo não aparece no desenho acima, mas pode ser visto numa figura mais ainda acima.

MÚSCULO MENTAL
ORIGEM – fossa incisiva da mandíbula
INSERÇÃO – tegumento do mento
AÇÃO – protusão do lábio inferior eleva a pele do mento

MÚSCULO RISÓRIO
ORIGEM – fáscia sobre o masseter, no próprio masseter
INSERÇÃO – pele do ângulo da boca
AÇÃO – traciona o ângulo da boca para cima e para fora

MÚSCULO ELEVADOR DO LÁBIO SUPERIOR
ORIGEM - borda infra-orbitária
INSERÇÃO – lábio inferior entre as fibras do elevador do ângulo da boca e da asa do nariz e elevador do ângulo da boca
AÇÃO – eleva o ângulo da boca
ALGUNS ELEMENTOS DE ANATOMIA DO TRIGÊMIO
A inervação dentária é provida pelo nervo trigêmeo. O nervo trigêmeo, 5º par de nervos cranianos, se origina aparentemente na porção ântero - lateral da ponte, no tronco encefálico. O nervo trigêmeo emite três ramos oftálmico, maxilar e mandibular. Dentre esses os ramos maxilar e mandibular são de suma relevância para o profissional cirurgião dentista e serão eles aqui vistos com algum detalhe. O nervo maxilar emite ramos para dentes superiores e formações anexas e o nervo mandibular para os dentes inferiores e formações anexas além de inervar os músculos da mastigação. Na maxila os ramos alveolar anterior, médio e posterior e os nervos nasopalatino e palatino maior são responsáveis pela sensibilidade dos dentes superiores e estruturas anexas.
Os nervos alveolar inferior, lingual e bucal são ramos do nervo mandibular. O nervo alveolar inferior se distribui pelas raízes dos dentes inferiores. O nervo lingual ocupa uma posição mais anterior e medial em relação ao nervo alveolar inferior, se distribui pelos 2/3 anteriores da língua, gengiva lingual e pela mucosa do assoalho bucal. O nervo bucal se distribui pela gengiva vestibular da região de molares. O estudo da inervação dentária e sua aplicação prática é conteúdo da disciplina anatomia odontológica. Face à relevância do tema na formação do aluno de odontologia, o presente estudo vai procurar esclarecer o posicionamento de tal nervo da forma mais clara e mais simples possível.
Lembremos que nervos sensitivos (aferentes) são os que contêm somente fibras sensitivas, que conduzem impulsos dos órgãos sensitivos para o sistema nervoso central. Nervos motores (eferentes) são os que contêm somente fibras motoras, que conduzem impulsos do sistema nervoso central até os órgãos efetuadores (músculos ou glândulas). Nervos mistos contêm tanto fibras sensitivas quanto motoras.
Dos três ramos do trigêmio acima referidos somente o mandibular é misto. Os demais (oftálmico e maxilar) são sensitivos.
Origem do Trigêmio.

A origem real da parte motora encontra-se na ponte, no núcleo motor do trigêmio. As três porções sensitivas tem origens reais respectivamente nos núcleos do trato espinal (medula oblonga), sensitivo principal (ponte) e raiz mesencefálica (mesencéfalo).
A origem aparente ocorre na ponte, na região de transição entre esta e o pedúnculo cerebelar médio. Nesta região se encontra o gânglio trigeminal ou de Gasser.



Ponte - É a porção do tronco encefálico situada entre o bulbo (medula oblonga) e o mesencéfalo, ventralmente ao cerebelo.
Raiz sensitiva - Formada pelos prolongamentos centrais de corpo celulares constituídos do gânglio trigeminal.
Função: Sensibilidade da cabeça (são esses que teremos que bloquear por ocasião da anestesia odontológica).  
Raiz Motora - Provém de grupamento celular, o núcleo motor do trigêmeo, situado na ponte, e dispõe-se medialmente à raiz sensitiva (inverva os músxculos mastigadores vistos na aba "Anatomia 3"). 


Função: movimentos da mandíbula, principalmente.

Gânglio Trigeminal ou Semilunar ou de Gasser 
Contido em desdobramento da dura-máter, conhecido como cavo trigeminal ou de Meckel, repousa na impressão do Trigêmeo, localizada na face anterior da porção petrosa do osso temporal, próximo à porção terminal do canal carotidiano. 
Cada uma das três raízes, em seu trajeto, atravessam os seguintes forames do osso esfenóide na base do crânio: o ramo oftálmico emerge da fissura orbital superior, o ramo maxilar emerge do forame redondo e o ramo mandibular, do forame oval.  Abaixo: osso esfenóide (vista cerebral)







Trajeto do ramo maxilar

Nervo maxilar: é o segundo ramo do nervo trigêmeo. Saindo do forame redondo ele cruza a fossa pterigopalatina como se fosse um cabo aéreo para introduzir-se na fissura orbital inferior e penetrar na cavidade orbital, momento em que passa a se chamar nervo infra-orbital.



O nervo infra-orbital continua a mesma direção para frente transitando pelo soalho da órbita, passando sucessivamente pelo sulco, canal e forame infra-orbital e através desse último se exterioriza para inervar as partes moles situadas entre a pálpebra inferior (n. palpebral inferior), nariz (n.nasal) e lábio superior (n. labial superior).



O nervo infra-orbital (ramo terminal do nervo maxilar) fornece como ramos colaterais o nervo alveolar superior médio e o nervo alveolar superior anterior, que se dirigem para baixo.



Os nervos alveolares superiores anteriores, em número de dois ou três, deixam o nervo infra-orbital e seguem um trajeto intra-ósseo na parede anterior do seio maxilar, inervando sua mucosa e se dividindo, a seguir, em ramos que atingem a polpa (ramos dentais), papila interdental, periodonto e osso alveolar vizinho dos dentes incisivos e canino superiores do mesmo lado (ramos peridentais).
Em resumo, os ramos dos três nervos alveolares superiores formam um plexo sobre os ápices dos dentes. É desse plexo que partem ramúsculos para os dentes: os que vão para os incisivos e o canino são provenientes dos alveolares superiores anteriores; para os pré-molares e raiz mésio-vestibular do primeiro molar são do médio; e para os molares, incluindo  a raiz mésio-vestibular do primeiro que tem dupla inervação, são dos posteriores.

Como vimos, o nervo maxilar abandona o crânio através do forame redondo e logo alcança o alto da fossa pterigopalatina. Aí se ramifica dando origem ao nervo palatino.

O nervo palatino é um ramo descendente do nervo maxilar. Em seu início, atravessa o gânglio pterigopalatino sem, entretanto, manter relações funcionais com ele. Ainda no interior desse gânglio ou pouco acima, fornece os ramos nasais posteriores superiores, que penetram na cavidade nasal pelo forame esfenopalatino. Destes, um de seus ramos mediais é o nervo nasopalatino, que se dirige à mucosa da região anterior do palato duro, compreendida entre canino e incisivo central, e da mucosa da região anterior do septo nasal. Em seu trajeto, o nervo nasopalatino vai do teto da cavidade nasal em direção inferior e anterior, percorrendo o septo nasal, até alcançar e atravessar sucessivamente o canal e o forame incisivo.
Depois de passar pelo gânglio pterigopalatino, o tronco do nervo palatino desce pela fossa pterigopalatina, penetra no canal palatino maior e divide-se em três ramos, os nasais posteriores inferiores, que inervam as porções posteriores da cavidade nasal e seu septo, e os nervos palatinos maior e menores.
O nervo palatino maior traspassa o forame palatino maior e logo se divide em, pelo menos, dois ramos, os quais correm para frente, nos sulcos que ficam entre as espinhas palatinas e no meio de duas camadas, o periósteo e a mucosa do palato duro.






A maioria das fibras do nervo palatino maior dá sensibilidade à mucosa do palato duro desde a região do canino até o limite anterior do palato mole. Essa ramificação envolve a gengiva lingual dos dentes posteriores.
Ainda no interior do canal palatino maior, o nervo expede as fibras constituintes dos nervos palatinos menores que, após atravessar os forames do mesmo nome, se dirigem à mucosa e às glândulas do palato mole. 

boca32Mais à frente, o nervo maxilar dá origem aos nervos alveolares superiores posteriores (posterior e médio), que inervam a polpa e o periodonto dos dentes molares superiores e o revestimento da porção posterior do seio maxilar. Esses nervos são constituídos por dois ou três pequenos ramos que, após transporem os pequenos forames (foraminas) alveolares na tuberosidade da maxila, ocupam canais delgados localizados nas paredes lateral e posterior do seio maxilar.





Alguns filetes nervosos não têm trajeto intra-ósseo e se dirigem à gengiva vestibular da região dos molares e podem ser chamados de ramo gengival. Na ausência do nervo alveolar superior médio, os nervos alveolares superiores posteriores formam, com as fibras dos nervos alveolares superiores anteriores, um plexo nervoso responsável pela inervação de todos os dentes superiores e seus tecidos de suporte.

Trajeto do ramo mandibular

Esta divisão do trigêmeo faz com que ele (o trigêmio) seja caracterizado como boca34nervo misto, pois é a única a possuir, em seu interior, componentes funcionais sensitivos e motores. Os axônios que estão agrupados na porção mais volumosa do nervo mandibular pertencem a neurônios sensitivos alojados no interior do gânglio trigeminal. Sua porção menor, motora, possui axônios de neurônios localizados no interior do tronco encefálico, no núcleo motor do trigêmeo. A porção motora pode ser identificada medialmente próxima à origem aparente do nervo trigêmeo (ver figura), ficando a seguir inferiormente ao gânglio trigeminal. Abaixo do forame oval, as porções sensitiva e motora não podem ser diferenciadas visualmente.




No trajeto aproximado de 1 cm a partir do forame oval, o nervo mandibular emite seus ramos motores, que recebem a denominação dos músculos a que se destinam. 01) Nervo massetérico 02) Nervo temporal 03) Nervo pterigóideo medial. Como essa descrição visa à aplicação na neuroanatomia à anestesiologia valos limitar nossa descrição à parte sensitiva do nervo mandibular.

Ramos sensitivos do nervo mandibular
Nervo bucal - outro ramo do nervo mandibular dá sensibilidade à mucosa e à pele boca35da bochecha e gengiva vestibular dos dentes molares inferiores. Suas fibras gengivais podem estender-se desde a região de pré-molares ou ficar restritas a uma pequena área dos molares; eventualmente, podem alcançar também a gengiva vestibular dos molares superiores. Todas essas fibras constituem ramificações do nervo bucal.


Em seu trajeto descendente, faceia a superfície medial do ramo da mandíbula, próximo aos tendões do músculo temporal ao nível da base do processo coronóide, antes de se espalhar pela bochecha e gengiva. Na bochecha, passa sobre a face lateral do músculo bucinador enviando ramos para suprir a pele e depois perfura o músculo para inervar a mucosa da bochecha.


Os ramos mais calibrosos do nervo mandibular são o nervo alveolar inferior e o nervo lingual, dispostos, respectivamente, mais posterior e lateral, o primeiro, e anterior e medial, o segundo.



A sensibilidade proveniente da polpa dos dentes de cada lado da mandíbula, bem como das papilas interdentais, periodonto e tecido ósseo vizinho aos dentes, é transmitida através do nervo alveolar inferior.

Fibras nervosas sensitivas para a pele do mento, mucosa e pele do lábio inferior e mucosa e gengiva vestibular dos dentes anteriores são dadas pelo nervo mentoniano (ou mental). 


Surge ele da mandíbula pelo canal e forame do mesmo nome, após se desligar (se bifurcar) do nervo alveolar inferior. Este nervo que lhe dá origem (alveolar inferior) ocupa toda a extensão do canal da mandíbula, alcançando-o através do forame da mandíbula, após deixar a fossa infratemporal. No interior do canal da mandíbula, o nervo alveolar inferior é acompanhado pela artéria e veia do mesmo nome. Ele é espesso e único até o canal mentoniano e neste ponto divide-se em dois ou três ramos que correm, por canalículos ósseos, até a área do incisivo central. Desses pequenos ramos partem ramos dentais e peridentais para os dentes anteriores, semelhantes àqueles dos dentes posteriores.
Observação clínica

Seu trajeto em direção superior e medial delimita uma forma em “S”, que se distende quando a boca está aberta. Essa condição é favorável nas anestesias tronculares do nervo alveolar inferior, uma vez que, ao fechar a boca, uma superfície maior do nervo entra em contato com a solução anestésica.
Além desses componentes sensitivos, fibras motoras estão também incorporadas ao nervo alveolar inferior, que o caracterizam como nervo misto. Essas fibras compõem o nervo milo-hióideo, que se destaca do nervo principal pouco acima do forame da mandíbula. Aloja-se no sulco milo-hióideo e destina-se a inervar o músculo milo-hióideo e o ventre anterior do músculo digástrico, interpondo-se entre eles em seu trajeto anterior. Fibras sensitivas deste nervo, que correspondem a 30% do total, espalham-se na pele das porções mais inferiores do mento e, eventualmente, nos dentes incisivos.
Algumas vezes, uma ramificação penetra na mandíbula pelo forame retromentoniano inferior ou outro, podendo ou não participar da inervação da polpa de incisivos. Este fenômeno, da inervação suplementar, tem comprovação científica e importância clínica.

Nervo lingual


Na fossa infratemporal, o nervo lingual compõe o tronco do nervo mandibular, juntamente com o nervo alveolar inferior. Ao se separarem, o nervo lingual coloca-se à frente do alveolar inferior e ambos encaminham-se para o espaço pterigomandibular (entre o músculo pterigóideo medial e o ramo da mandíbula), local onde normalmente é alcançado nas anestesias tronculares.
O nervo lingual segue um trajeto junto à superfície medial da mandíbula para frente e para baixo, passa pelo interstício formado pelos músculos milo-hióideo e hioglosso, em direção ao soalho da boca, local onde se conserva bastante superficial, coberto apenas pela mucosa. Depois se aprofunda, segue até a área das raízes do último molar, contorna inferiormente o ducto da glândula submandibular e divide-se em ramos linguais (distribuem-se nos dois terços anteriores da língua) e nervo sublingual (para a mucosa da região sublingual e para a gengiva lingual de todos os dentes inferiores).

Foi comprovado que o nervo lingual não envia ramos para o interior da mandíbula, tal como já fora aventado. Ele não tem nada a ver com a inervação de dentes, apesar de haver algumas especulações sobre essa possibilidade.


Na constituição do nervo lingual entra, como maior contingente, fibras de sensibilidade geral, mas também compartilham fibras aferentes gustatórias conexas às papilas linguais dos dois terços anteriores da língua
O nervo lingual coloca-se muito próximo da lâmina óssea alveolar interna do terceiro molar inferior e pode ser lesado em manobras cirúrgicas na extração desse dente, principalmente quando estiver incluso. Lesões do nervo lingual podem traduzir-se na perda da sensibilidade dos dois terços anteriores da língua do mesmo lado.