sábado, 30 de janeiro de 2016

Nº de mortes por meningite cresce mais de 50% em um ano no Estado

Ano passado foram 26 mortes, enquanto em 2014 houve 17 óbitos

30/01/2016 - Fonte: Kathlyn Moreira/Gaúcha
O ano de 2015 registrou um aumento de 53% no número de mortes por meningite em relação a 2014 no Estado. No ano passado, de 105 casos, 26 resultaram em mortes, enquanto que no ano anterior foram 82 casos, com 17 mortos.
Dos 26 óbitos, cinco ocorreram pelo tipo B, 12 pelo C e duas por Y/W. As outras sete não tiveram confirmação do sorogrupo. As cidades com mais mortes foram Cachoeirinha e Porto Alegre, ambas com quatro registros. Canoas contabilizou três.
Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, o aumento nos casos está associado ao surto da doença em Cachoeirinha e ao aumento na circulação do tipo C em algumas cidades da Região Metropolitana, devido à maior concentração populacional dessa área.
Em várias semanas, a média de casos de meningite dos últimos 15 anos foi superada, e em três semanas o limite endêmico foi ultrapassado.

RS tem dois primeiros casos autóctones de dengue confirmados

Secretaria da Saúde alerta para infestação do mosquito que pode levar a epidemia de dengue e zika vírus

29/01/2016 - Fonte: Bibiana Borba/Rádio Guaíba
Foto: Bibiana Borba
Além de 18 casos importados da dengue, a Secretaria de Saúde do Estado confirmou, nesta sexta-feira, os dois primeiros registros autóctones da doença em 2016, no Rio Grande do Sul. Duas mulheres foram contaminadas pelo mosquito em Guaíba, na Região Metropolitana, e em São Paulo das Missões, no Noroeste. O número de notificações de suspeitas de dengue já chega a 342, três vezes mais do que no mesmo período de 2015.
Embora o zika vírus — responsável por nascimento de bebês com microcefalia — ainda não tenha chegado ao território gaúcho, os novos dados aumentam a preocupação para possível epidemia. Os últimos levantamentos mostram que o Aedes Aegypti foi detectado em índice de infestação preocupante em alguns municípios, principalmente no Noroeste do Estado. O secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, acredita que não será possível frear a chegada do zika quando muitos gaúchos retornarem de viagens de verão a outras regiões, como o Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo.
“Estamos em período de férias e as pessoas que viajaram a locais onde a situação do zika vírus é mais intensa poderão voltar infectadas, mesmo assintomáticas, mesmo não sabendo que tiveram contaminação pelo zika, e elas serão possíveis transmissoras através do mosquito a pessoas sadias que não viajaram. E dessa maneira poderá começar a circulação do vírus no Rio Grande do Sul”, alertou.
Para reforçar as ações que tentam protelar a chegada da doença ao Estado, um Dia D de combate ao Aedes foi marcado para 13 de fevereiro. No total, 60 mil agentes, incluindo 20 mil homens do Exército, vão trabalhar em visitas domiciliares e limpeza de áreas com maior infestação.
Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, convocou servidores federais a fazerem mutirões de limpeza em prédios do governo. O secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, participou de ação semelhante no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. O total de notificações de bebês nascidos com má formação cerebral associada ao zika, no país, já passa de 3,5 mil.
29/01/2016 20h26 - Atualizado em 29/01/2016 20h26

UFRN combate focos do Aedes aegypti em cinco campi

Cerca de 100 servidores caíram em campo nessa sexta-feira (29).
De acordo com a reitoria, as ações do combate ao mosquito serão contínuas.

Cerca de 100 servidores caíram em campo nessa sexta-feira (29) (Foto: Cícero Oliveira)
Cerca de 100 servidores caíram em campo nessa sexta-feira (29) (Foto: Cícero Oliveira)


Cerca de 100 servidores caíram em campo nessa sexta-feira (29) nos cinco campi da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na luta contra o mosquito Aedes aegypti. Os trabalhos começaram cedo nas imediações do prédio da reitoria, onde trabalham mais de 300 pessoas.
Ao agradecer ao chamamento da administração central da universidade para derrotar o Aedes, Angela Maria Paiva Cruz se referiu a data de hoje como “o dia da faxina geral, varredura e limpeza do mosquito na UFRN”. Ao advertir que “a ação é de cada pessoa, mas a responsabilidade é de todos”, a reitora justificou que a UFRN está cumprindo o seu papel social e lutando pela vida saudável das pessoas. 
Responsável por transmitir doenças como dengue, Zika, chicungunha e febre amarela, o mosquito deverá picar 4 milhões de pessoas somente este ano, nas Américas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de um ciclo de vida curto, em torno de 35 dias, o mosquito voa até 1 km em seis dias. Por isso, o combate tem de ser em todo o território potiguar. Além do mais, o mosquito começa a voar 7 dias após a postura e se o ovo for de uma fêmea infectada, todos os mosquitos femininos irão transmitir a doença.
 
Desde 2014, a instituição criou um Grupo de Trabalho (GT) que atua no controle do mosquito no âmbito da UFRN. Coordenadora do GT, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, pró-reitora de extensão e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica do Centro de Biociências, coloca que a ordem é recolher copo, garrafa, latinha, saco plástico, “enfim, qualquer lixo que possa acumular água e virar criadouro do Aedes no âmbito institucional”.
As ações planejadas pela UFRN no combate ao mosquito serão contínuas e as de hoje serão repetidas nos campi da capital, de Macaíba, Santa Cruz, Currais Novos e Caicó, no próximo dia 27 de fevereiro.  Há duas semanas no ar, a campanha educativa criada pela instituição a respeito das conseqüências das doenças transmitidas pelo mosquito permanece em circulação e novo material sobre o assunto vai ser usado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a partir da segunda semana de fevereiro próximo.
26/01/2016 18h22 - Atualizado em 27/01/2016 08h03

Secretaria de Saúde do RN registra primeira morte causada por zika vírus

Informação foi confirmada nesta terça-feira (26).
Sesap vai dar detalhes do óbito em entrevista coletiva nesta quarta (27).

Chamada Zika Vírus Samp (Foto: Divulgação/ Samp)
Zika Vírus é transmitido pelo mosquito Aedes
Aegypti (Foto: Divulgação/ Samp)
A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) registrou o primeiro óbito causado pelo zika vírus no estado. A informação foi confirmada pela própria Sesap nesta terça-feira (26), mas detalhes sobre a morte só serão divulgados em entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (27).
No dia 12 de janeiro, a Sesap confirmou a associação entre o zika vírus com a microcefalia em quatro casos no Rio Grande do Norte. Os quatro casos são relativos a dois abortos e dois recém-nascidos falecidos com poucas horas de vida. Todos foram positivos para zika vírus usando PCR, e as amostras do cérebro dos dois recém-nascidos submetidas à análise imunohistoquímica foram positivas. Ambos apresentavam microcefalia e outras malformações.
Ainda de acordo com a Sesap, o Rio Grande do Norte notificou, até o dia 13 de janeiro, 181 casos de microcefalia, suspeitos de estarem relacionados ao zika vírus.
22/12/15 17h22

Microcefalia no Tocantins cresce para 49 casos, mas nenhuma ocorrência tem correlação com o zika vírus; crescimento no País é de 16%

A Secretaria da Saúde (Sesau) informou na tarde desta terça-feira, 22, que cresceu para 49 os números de casos de microcefalia em investigação se há correlação com o zika vírus, mas nenhuma foi confirmada. No dia 15 deste mês, o número era de 40 pessoas ainda em análise. A manifestação da doença também cresceu no Brasil, chegando a 2.782 casos suspeitos, segundo informações do governo federal.

O número de casos em investigação sobre a relação com o vírus zika vem crescendo no Tocantins. Na divulgação do primeiro relatório, divulgado no dia 30 de novembro, o Estado registrou 12 casos de microcefalia sendo apurados, já no dia 8 deste mês, o Ministério da Saúde apontou a existência de 29 episódios da doença em avaliação.

Conforme a Secretaria da Saúde informou no dia 15, as ocorrências de microcefalia foram encontradas em 21 municípios: Almas, Angico, Aragominas, Araguaína, Brejinho de Nazaré, Centenário, Colinas, Darcinópolis, Dianópolis, Divinópolis, Formoso do Araguaia, Goiatins, Lagoa do Tocantins, Natividade, Nova Olinda, Novo Acordo, Palmas, Porto Nacional, Santa Tereza do Tocantins, Tocantínia e Wanderlândia. A pasta não informou ao CT se houve crescimento também no número de cidades com ocorrências da doença.

Brasil
Os casos de microcefalia em todo o país aumentaram 16% em apenas uma semana. De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, 22, foram notificados, até sábado, 19, 2.782 casos suspeitos e 40 mortes possivelmente relacionadas ao vírus Zika. Os casos estão distribuídos em 618 municípios de 20 unidades da Federação.

Pernambuco continua sendo o estado com maior número de casos. São 1.031. Em seguida vem a Paraíba, com 429 casos e a Bahia, com 271. O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunya e do vírus Zika nas férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados e com maior circulação de pessoas.

De acordo com o Governo, 266 mil agentes comunitários de saúde trabalham nas ações de combate ao mosquito e cuidado com os criadouros no país. O objetivo é visitar 100% das casas até o dia 31 de janeiro.
23/01/2016 12h17 - Atualizado em 23/01/2016 12h17

Nº de casos suspeitos de zika vírus cresce 83% em uma semana no AC

Entre 13 de janeiro e a quarta-feira (20), estado teve 44 novas notificações.
Dados fazem parte do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do AC.


A quantidade de casos suspeitos de zika vírus cresceu 83% em uma semana, conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). A doença também é causada pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo a Sesacre, entre o dia 13 de janeiro e a quarta-feira (20), o número subiu de 53 para 97, ou seja, 44 novas suspeitas da doença.
Em relação às notificações da febre chikungunya, os dados mostram que houve um aumento percentual de mais de 100%. De acordo com os dois últimos boletins, a quantidade de casos passou de 12 para 32 apenas este ano.
A capital Rio Branco é o município com o maior número de casos notificados da febre chikungunya: 24. Em seguida aparece Brasileia, com 4 casos. Por fim estão Cruzeiro do Sul e Xapuri, com 2 notificações cada.
Dengue
O boletim mostrou ainda que, em sete dias, houve um crescimento de mais de 200% nas notificações de dengue no estado acreano. Entre 9 e 16 deste mês, as suspeitas da doença passaram de 169 para 510.
Desse número total, a Sesacre esclarece que 435 das notificações estão em investigação, três foram confirmadas e 72 já foram descartadas.

Pesquisadores anunciam criação de um bioinsenticida para combater o Aedes aegypti

MANAUS – Pesquisadores da Ecobios Consultoria Ambiental e Controle de Qualidade Ltda., anunciaram a criação de um bioinseticida natural, produzido a partir de fungos encontrados em plantas e insetos da Amazônia. Os pesquisadores disseram que os fungos utilizados no desenvolvimento do bioinseticida não são tóxicos à saúde do homem e muitos já têm permissão do Ministério da Agricultura para serem usados no combate a insetos tidos como praga de agricultura.
A Ecobios Consultoria Ambiental é uma incubada no Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico da Universidade Federal do Amazonas – Ufam. O bioinseticida foi desenvolvido com apoio do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas, na modalidade de Subvenção Econômica, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas - Fapeam. Realizada por pesquisadores da Ufam, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - Inpa, a pesquisa, que durou três anos, isolou mais de 100 linhagens fúngicas de vários substratos da Amazônia.
De acordo com a doutora em Ciências Biológicas, Yamile Benaion Alencar, com os isolados identificados foram realizados cerca de 50 ensaios em laboratório. Desse número, apenas três apresentaram potencial contra as larvas e ovos do mosquito. “É um produto que não é tóxico, não agride o meio ambiente, é eficaz e ainda tem a vantagem de ser facilmente produzido. Será muito benéfico para população utilizá-lo”, disse a pesquisadora. Mas para o produto ser colocado no mercado é necessário fazer a transferência de tecnologia para empresas interessadas em realizar a produção e comercialização.
O produto elimina a larva e ovos do mosquito em até 24 horas. Por possuir uma formulação natural e simples, o custo financeiro para produção do produto é menor.  “Esperamos que os empresários tenham interesse e disponibilizem logo no mercado para população, pois essa é mais uma ferramenta de combate contra o mosquito”, disse a pesquisadora. O bioinseticida funciona de forma simples, podendo ser borrifado diretamente em água destilada na forma openspray ou também em forma de extrato, sendo que esse segundo ainda está em fase de pesquisa, podendo ser colocado em vasos ou em locais que acumulam água.
Outro diferencial do bioinseticida é que ele apresenta baixo impacto ambiental durante sua produção por utilizar apenas compostos biodegradáveis em sua formulação. A pesquisadora falou que atualmente existem vários produtos controladores do Aedes aegypti, mas o diferencial do bioinseticida desenvolvido pela equipe de pesquisa é que o produto possui origem 100% natural, além de ser extraído a partir da biodiversidade amazônica.