segunda-feira, 31 de outubro de 2016

31/10/2016 12h26 - Atualizado em 31/10/2016 12h26

Ressaca provoca cratera no calçadão da orla em Mongaguá, SP

Fenômeno atingiu parte das cidades da Baixada Santista, no fim de semana.
Prefeitura diz que o calçadão já está começando a ser reconstruído.

Ressaca destruiu calçadão da orla de Mongaguá (Foto: Marcela Pierotti/G1) 
Ressaca destruiu calçadão da orla de Mongaguá (Foto: Marcela Pierotti/G1)
 
A orla de Mongaguá, no litoral de São Paulo, amanheceu destruída após a ressaca que atingiu as cidades da Baixada Santista durante o fim de semana. A força do mar abriu uma enorme cratera no calçadão da praia.

A ressaca atingiu a cidade no último sábado (29), principalmente, a praia central da cidade. As ondas cobriram a faixa de areia, ultrapassaram a mureta e invadiram a avenida Mário Covas Jr. A força do mar provocou uma enorme cratera no calçadão da orla. O pior trecho é no cruzamento entre a Avenida Governador Mário Covas Jr. e a Rua Benedito Calixto, na Vila São Paulo. O Rio Mongaguá encheu e a água ficou no limite das margens. No bairro Jardim Praia Grande, trechos de calçada foram danificados e alguns postes caíram.

De acordo com a Prefeitura de Mongaguá, a estrutura do calçadão da orla obedece todos os preceitos de engenharia e está alicerçada sobre uma camada de areia, resistente à ação do mar. No entanto, a ação abrupta das ondas sobressaíram-se, de maneira a provocar a erosão.

Ainda segundo a Prefeitura, em um primeiro momento, o calçadão será reconstruído com os devidos instrumentos de acessibilidade à praia. Porém, não há previsão de contar com padronizações de piso e revestimento. O local atingido está devidamente interditado, com sinalização e monitoramento das equipes. Os trabalhos de reconstrução já foram iniciados nesta manhã.

Ressaca na Baixada Santista
A ressaca atingiu e destruiu parte da orla de Santos, no litoral de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (28) e sábado (29). Outras cidades da Baixada Santista e também do Vale do Ribeira foram atingidas pela alta da maré. A força da água do mar e o aumento do volume do nível dos rios causaram alagamentos em vários bairros de Bertioga, Guarujá, São Vicente, Itanhaém e Peruíbe, por exemplo.

Os marégrafos da Praticagem de Santos registraram uma maré de 2,40 metros na Ilha das Palmas e de 2,45 metros na Ilha Barnabé na sexta-feira. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH-Unisanta), esses foram os maiores registros desde que se iniciou a coleta de dados nessas regiões há dois anos.

Em relação às ondas, o sensor da Praticagem registrou ondas com 3,19 metros na região da Ilha das Palmas. Durante a madrugada, o pico das ondas foi de 3,07 metros e na manhã de sábado foram registradas ondas de 2,5 metros.

Segundo informações da Prefeitura de Santos, a ressaca destruiu cerca de 5 metros de muretas na Ponta da Praia e menos de 1 metro no Emissário Submarino. Vários barracos no Caminho São José e São Sebastião, na Zona Noroeste, foram alagados pela maré alta. Não houve registro de desabrigados. Quatro canais ficaram assoreados. As redes de drenagem de três canais ficaram entupidas de areia e lama. A Prefeitura de Santos acredita que demorará cerca de um mês para realizar todo o trabalho de limpeza na cidade.

Praias de Guarujá, Itanhaém e Praia Grande foram cobertas pela água do mar. As ondas atingiram os quiosques de algumas praias. Em Peruíbe, a maré subiu na Praia do Centro e no Guaraú, causando também elevação no nível do Rio Preto, que corta vários bairros da cidade. Ruas ficaram alagadas em vários pontos de São Vicente.

Já em Bertioga, a região da orla mais afetada foi o Indaiá, onde a água do mar avançou sobre o jardim, atingindo a vegetação e os quiosques. Alguns postes estavam no Cantão do Indaiá ficaram enterrados na areia. As equipes da Secretaria de Serviços Urbanos estão desassoreando os canais de drenagem para evitar o extravasamento. Nesta segunda, a prioridade é o hidrojateamento da tubulações. O trabalho de limpeza do jardim da orla é manual, com a retirada da areia que invadiu os equipamentos públicos.
Em Praia Grande água do mar chegou perto do calçadão (Foto: Drone Imagens/Divulgação) 
Em Praia Grande água do mar chegou perto do calçadão (Foto: Drone Imagens/Divulgação)

31/10/2016 11h14 - Atualizado em 31/10/2016 11h15

Homem usa paralelepípedo para matar moradores de rua e é preso em SP

Criminoso era foragido de uma penitenciária do Paraná.
Ele foi preso pelo duplo homicídio e por falsidade ideológica.

Homem foi preso pela Polícia Militar em Juquiá (Foto: Divulgação/Polícia Militar) 

Homem foi preso pela Polícia Militar em
Juquiá (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Um homem foi preso, no último domingo (30), após matar dois moradores de rua utilizando um paralelepípedo. Os crimes aconteceram em Juquiá, no interior de São Paulo, e o criminoso era foragido de uma penitenciária localizada no Paraná.

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime aconteceu na madrugada do último domingo. O homem aproveitou que as vítimas dormiam e utilizou um paralelepípedo, sem motivos aparentes, para praticar o crime.

Ainda segundo a PM, a equipe de policiais conseguiu imagens de câmeras de monitoramento do local e localizou o suspeito dentro da própria casa, ainda com as roupas sujas de sangue.

Ao ser perguntado, o homem apenas apresentou um documento falso, mas não conseguiu enganar os policiais, que verificaram o histórico do criminoso, onde foi confirmado que ele era foragido de uma penitenciária no Paraná. Ele cumpria pena por homicídio.

O homem foi preso pelo duplo homicídio, além de falsidade ideológica. Ele foi recolhido à cadeia pública de Registro.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/10/homem-usa-paralelepipedo-para-matar-moradores-de-rua-e-e-preso.html 
31/10/2016 13h13 - Atualizado em 31/10/2016 13h20

Mãe é presa após filhos morrerem em incêndio na Zona Norte de SP

Menino de 3 anos e menina de 1 foram deixados em casa, que pegou fogo.
Populares apagaram fogo, e vítimas foram para hospital, mas não resistiram.

Do G1 São Paulo

A mãe de duas crianças que morreram após incêndio na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, na madrugada deste domingo (30) foi presa em flagrante por abandono de incapaz e homicídio culposo – quando não há intenção de matar. As informações são do SPTV.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo tomou a casa da família, mas foi extinto por populares antes da chegada do socorro. As vítimas, um menino de três anos e uma menina de um ano e dez meses, foram levados para o Hospital Geral de Taipas, mas não sobreviveram.

A mãe das crianças disse à polícia que saiu de casa porque estava com fome e foi comprar bolacha. Ela está grávida de quatro meses.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/10/mae-e-presa-apos-criancas-morrerem-em-incendio-na-zona-norte-de-sp.html
31/10/2016 13h40 - Atualizado em 31/10/2016 13h40

Rapaz que teve o corpo queimado enquanto dormia morre em hospital

José Henrique Vilar de Carvalho teve mais de 90% do corpo queimado.
Criminosos atearam fogo no veículo onde jovem estava em Xambrê, no PR.

José Henrique Vilar de Carvalho dormiu no carro após participar de uma festa em uma chácara em Xambrê (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Vilar) 

José Henrique Vilar de Carvalho não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Universitário de Londrina nesta segunda-feira (31) (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Vilar)

O rapaz que teve o corpo queimado após o carro onde ele estava dormindo ser incendiado na madrugada deste domingo (30), morreu na manhã desta segunda-feira (31) no Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná. De acordo com o hospital, José Henrique Vilar de Carvalho, de 28 anos, teve mais de 90% o corpo queimado e morreu devido às complicações das queimaduras.

A vítima estava dormindo no carro logo após uma festa em uma chácara em Xambrê, no noroeste do Paraná, quando algumas pessoas atearam fogo no veículo. O rapaz foi socorrido e encaminhado ao hospital Norospar, em Umuarama. Horas depois, a vítima foi transferida para Londrina com ajuda do helicóptero do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas foi utilizado para a remoção do paciente.

A irmã de José Henrique, Jéssica Vilar, contou ao G1 no domingo que o irmão tentou sair do carro, mas não conseguiu. “Algumas pessoas que estavam na festa contaram que o momento em que o Henrique percebeu que o carro estava pegando fogo ele tentou sair, mas não conseguiu. As portas não abriram”, detalha.

A Polícia Civil está investigando o caso, mas ainda não foram identificados os responsáveis pelo incêndio.
Helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas foi utilizado na transferência de rapaz de 28 anos que sofreu queimaduras em Xambrê (Foto: Divulgação/BPMOA) 
Helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas foi utilizado na transferência de rapaz de 28 anos que sofreu queimaduras em Xambrê (Foto: Divulgação/BPMOA)

31/10/2016 05h00 - Atualizado em 31/10/2016 13h46

Acidente com Fokker 100 da TAM em São Paulo completa 20 anos

Avião decolou de Congonhas para o Rio e caiu 24 segundos depois.
Ao todo, 99 pessoas morreram na tragédia: 96 na aeronave e três em solo.

O acidente com o avião modelo Fokker 100 da TAM em Sâo Paulo completa 20 anos nesta segunda-feira (31). Ao todo, 99 pessoas morreram na tragédia com o voo 402, que decolou às 8h26 do dia 31 de outubro de 1996 do Aeroporto de Congonhas com destino ao Rio de Janeiro, e caiu 24 segundos depois sobre oito casas da Rua Luís Orsini de Castro, no Jabaquara, cerca de 2 km adiante, na Zona Sul de São Paulo. Morreram 96 pessoas que estavam no avião entre passageiros e tripulantes, e mais três pessoas em terra.

Segundo as investigações, a queda do avião foi provocada por uma falha no reversor da turbina direita (freio aerodinâmico) que abriu durante a decolagem, um erro cuja chance de ocorrer seria, segundo projeções da fabricante, da ordem de um em 100 bilhões.

O reversor da turbina direita provocou o recuo brusco do manete - haste que acelera ou reduz o motor da aeronave. Sinais sonoros e visuais que alertariam para o problema não se manifestaram na cabine de comando do avião, o que desencadeou uma correção errada.
Parte de Fokker 100 da TAM que caiu em 1996 (Foto: Maurilo Clareto/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996) 
Parte de Fokker 100 da TAM que caiu em 1996 (Foto: Maurilo Clareto/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996)

O copiloto avançou o manete, que voltou a recuar. A partir daí, o comando do avião passou a travar uma "batalha" com a manete, o que acabou por romper o cabo que liga as hastes às turbinas.

O piloto então perdeu o controle da aeronave, porque enquanto o motor esquerdo acelerava, o outro executava um movimento contrário, de desaceleração do avião.

As conclusões constam do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica, que fez recomendações de segurança às fabricantes do reverso, do avião Fokker e à companhia aérea TAM. O documento foi divulgado em 1998.

Ao se aproximar da rua onde caiu, a cerca de 2 km do aeroporto, o avião esbarrou em um prédio na esquina com a Avenida Jarupari, próximo à Escola Estadual Doutor Ângelo Mendes de Almeida.

A asa direita do avião cortou parte de um outro prédio na esquina da Rua Luís Orsini de Castro. A aeronave ainda levou o telhado de um sobrado, no número 40 da mesma rua, onde fez a primeira vítima em terra. O avião caiu no lado ímpar da rua, nas oito casas entre os números 59 e 125. Duas vítimas que estavam no solo morreram no número 77.

O Tribunal de Justiça de São Paulo que condenou a Northrop Grumman Corporation, fabricante do reverso do Fokker 100 da TAM a indenizar famílias de vítimas do acidente aéreo. O valor da indenização por danos morais foi de 333 salários mínimos.
Acidente com Fokker 100 da TAM completa 20 anos nesta segunda (Foto: Silvio Ribeiro/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996) 
Acidente com Fokker 100 da TAM completa 20 anos nesta segunda (Foto: Silvio Ribeiro/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996)

Na época, o valor do seguro obrigatório que a companhia aérea tinha de pagar para familiares de vítimas em casos como esse era de R$ 14 mil - nos Estados Unidos, o valor é de U$ 120 mil; na Europa, de 130 mil.

Em 2009, a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapava) conseguiu na Justiça aumentar o seguro para R$ 41 mil. Atualmente, o valor do seguro é de R$ 66 mil.

Em nota, a LATAM Airlines (nome atual da companhia aérea TAM) afirmou que "se solidariza com todos aqueles que foram afetados por este trágico acidente 20 anos atrás. Embora consciente de que nada poderá compensar a perda dos entes queridos, a companhia empenhou-se, desde o primeiro momento, em apoiar os familiares de todas as maneiras e concluir o mais rapidamente possível o procedimento de indenização".

"Todas as informações sobre as causas do acidente foram esclarecidas no relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que também fez as recomendações necessárias sobre as mudanças de procedimentos adotadas pela companhia na época, além de solicitar modificações técnicas à fabricante da aeronave", diz a nota da LATAM.
Corpos de vítimas de queda do Fokker 100 da TAM foram colocados em sacos na rua (Foto: Nelson Almeida/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996)
Corpos de vítimas de queda do Fokker 100 da TAM foram colocados em sacos na rua (Foto: Nelson Almeida/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996)
 
31/10/2016 08h21 - Atualizado em 31/10/2016 13h56

Acidente com ônibus deixa 20 mortos e vários feridos no Paraná

Batida ocorreu na PR-323, em Cafezal do Sul, nesta segunda-feira (31).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 19 morreram carbonizados.

Adriana Justi e Luciane CordeiroDo G1 PR

Ao menos vinte pessoas morreram e várias ficaram feridas após um acidente entre um ônibus e um caminhão na rodovia PR-323, em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). A informação dos óbitos foi confirmada pelo aspirante Felipe Pacheco, do Corpo de Bombeiros de Umuarama. Dez pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital Cemil. Veja a lista com os nomes dos feridos no fim da reportagem.
 
Do total de mortos, um era motorista do caminhão e 19 estavam no ônibus. Apenas uma vítima, que também estava no ônibus, foi atendida no local, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ainda conforme o aspirante Pacheco, a equipe de resgate tentou reanimá-la por mais de uma hora, mas ela não resistiu. O restante das vítimas morreu carbonizada. Um caminhão do Corpo de Bombeiros e seis ambulâncias, sendo quatro do Samu, estão no local. O aspirante Pacheco informou que 30 pessoas estavam no ônibus.
Acidente no Paraná (Foto: Editoria de Arte/G1) 
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o ônibus pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Altônia. O veículo seguia sentido a Umuarama e colidiu frontalmente com o caminhão que trafegava no  sentido contrário. Após a colisão, o ônibus foi arrastado pelo caminhão e pegou fogo, sendo destruído pelas chamas.
 
A empresa Latco, dona do caminhão, informou que o motorista seguia de Cruzeiro do Oeste para Maripá.

O condutor havia descarregado uma carga de leite e voltava para casa. Ele estava sozinho no veículo, ainda segundo a empresa Latco.

A Defesa Civil de Cafezal do Sul informou que o caminhão estava carregado com leite. Com o impacto da batida, os veículos pegaram fogo.

De acordo com o secretário de Saúde de Altônia Edson dos Santos Souza, o ônibus levava pacientes para Umuarama. Parte deles faria cirurgia de catarata no hospital de Olhos e os demais eram acompanhantes.

"Foi fechado um dia no hospital para levar esses pacientes. O ônibus saiu de Altônia por volta das 5h30, e no meio do caminho ocorreu o acidente", detalhou o secretário de Saúde. Souza ainda disse que o ônibus foi adquirido pelo município em 2015.

O Hospital Cemil de Umuarama informou os nomes dos feridos:

- Laudecir de Paula Lopes
- Bruno Teixeira Ferrarini
- Itamar Maraston de Mattos
- Rosa Aparecida Arques
- Rosilene Geralda dos Santos
- Antonio Garcia de Mattos
- José Maria Freitas Soares
- Claudete Brasilino Tenório Martins
- Maria Moura Barbosa Arques
- Laisa Maura dos Santos
Acidente em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, matou ao menos vinte pessoas (Foto: Divulgação/PRE) 
Acidente em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, matou ao menos vinte pessoas (Foto: Divulgação/PRE)

Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC) 
Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)

Motoristas do caminhão e do ônibus morreram carbonizados após acidente na PR-323, em Cafezal do Sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)  
Motoristas do caminhão e do ônibus morreram carbonizados após acidente na PR-323, em Cafezal do Sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)

France Presse31/10/2016 11h01 - Atualizado em 31/10/2016 11h03

Milhares de desabrigados na Itália após violento terremoto

Defesa Civil disse que ajudou mais de 15 mil pessoas afetadas por tremor.
Imprensa diz que entre 30 e 40 mil estão desalojadas.

Terremoto em Norcia, na Itália, causou destruição (Foto: Remo Casilli/Reuters) 

Terremoto em Norcia, na Itália, causou destruição (Foto: Remo Casilli/Reuters)

Milhares de pessoas precisaram abandonar suas casas no centro da Itália e dormir ao ar livre após o terremoto registrado no domingo (30), o mais forte a atingir o país desde 1980.

Estas vítimas se somam aos milhares de atingidos pelos dois terremotos do fim de agosto e da última quarta-feira, que também foram registrados nesta região montanhosa do centro da península, uma das numerosas zonas de risco sísmico da Itália.

Não foi divulgado nenhum número oficial sobre a quantidade de pessoas que foram obrigadas a abandonar suas casas há dois meses, seja porque elas ficaram destruídas ou porque correm risco de desabamento.

No entanto, a Defesa Civil indicou nesta segunda-feira (31) que havia ajudado mais de 15 mil pessoas afetadas por este tremor de magnitude 6,5. O epicentro foi registrado 6 quilômetros ao norte de Nórcia, uma cidade pitoresca considerada uma das 150 mais bonitas da Itália.

Um total de 1.100 pessoas seguem alojadas em estruturas de emergência desde 24 de agosto, mas as estimativas da imprensa italiana apontam que haveria entre 30 mil e 40 mil pessoas sem teto.

Embora tenha se livrado do terremoto de 24 de agosto, que deixou quase 300 mortos, e do registrado na última quarta-feira, a pequena cidade de Nórcia amanheceu deserta nesta segunda-feira.

"Acredito que há 3 mil pessoas que precisam ser realojadas. Encontramos estruturas como ginásios onde instalaremos camas. Mas não é uma solução que possa durar vários dias", explicou à AFP Paolo Mancinelli, responsável pela logística da Defesa Civil da região da Umbria.
Terremoto atinge a Itália (Foto: Editoria de Arte/G1) 
Muitos preferiram dormir em seus carros para não se afastar, mas as noites são frias nesta região montanhosa, e as autoridades tentam convencer todos a deixar a zona, ao menos de forma provisória.

"Não se trata de deportar as pessoas", afirmou no domingo à noite o chefe da Defesa Civil, Fabrizio Curcio, ante os habitantes de Nórcia, preocupados por ter que deixar seus bens para trás.

Cenário diferente
Em Nórcia, muitas casas seguem de pé, mas as autoridades precisam inspecioná-las uma por uma para garantir que continuam sendo habitáveis. Um trabalho longo e minucioso já começou após o terremoto de quarta-feira, mas precisará recomeçar do zero após este novo tremor.

"O cenário mudou completamente", comentou o comissário encarregado da reconstrução, Vasco Errani, nomeado após o terremoto do fim de agosto.

O chefe do governo italiano, Matteo Renzi, convocou um conselho de ministros extraordinário, que será realizado nesta segunda-feira, para decidir as primeiras medidas.

No domingo, Renzi prometeu ante a imprensa que "cada igreja, cada casa, cada loja" serão reconstruídas. Na semana passada, o governo desbloqueou 40 milhões de euros, mas o custo total da reconstrução pode alcançar vários bilhões de euros.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/milhares-de-desabrigados-na-italia-apos-violento-terremoto.html