terça-feira, 15 de novembro de 2016

15/11/2016 10h45 - Atualizado em 15/11/2016 10h47

Rússia anuncia que usará porta-aviões em grande ofensiva na Síria

Anúncio é de ataques maciços contra o Estado Islâmico e antiga Al Nusra.
Haverá a participação do porta-aviões Almirante Kuznetsov.

Porta-aviões russo Almirante Kuznetsov (Foto: AP) 

Porta-aviões russo Almirante Kuznetsov (Foto: AP)

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou nesta terça-feira (15) o início de uma "grande operação de ataques maciços contra o Estado Islâmico e da Frente de Conquista do Levante (antiga Al Nusra) nas províncias sírias de Homs e Idlib", com a participação do porta-aviões Almirante Kuznetsov.

Pela primeira vez na história, o único porta-aviões das Forças Armadas russas entrou em ação de combate, informou Shoigu ao presidente russo, Vladimir Putin, em reunião realizada na cidade russa de Sochi, às margens do Mar Negro, segundo a imprensa local.

Outra embarcação russa posicionada em águas sírias do Mar Mediterrâneo, a fragata Almirante Grigorovich, atacou com mísseis de cruzeiro Kalibr alvos terroristas no país árabe, de acordo com a agência EFE.

Ataques a hospitais
Três hospitais em áreas rebeldes no norte da Síria foram atingidos por ataques aéreos durante as últimas 24 horas, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques fizeram feridos entre a equipe médica e os pacientes, disse o OSDH, sem ser capaz de determinar se eles tinham sido realizados pela força aérea síria ou por seu aliado russo.

O hospital da cidade de Awijel, no oeste da província de Aleppo, foi alvo de bombardeios na madrugada desta terça-feira, de acordo com a mesma fonte.

Na segunda-feira, outros dois hospitais - um em Kafr Naha e outro em Atareb - já haviam sido atingidos por ataques aéreos.

O hospital de Atareb foi bombardeado cinco vezes e os ataques destruíram salas de cirurgia e a farmácia, danificaram ambulâncias e feriram pessoal médico, de acordo com o Observatório.

Ambos os hospitais já haviam sido atingidos por ataques aéreos no passado.

Organizações de direitos humanos acusam o regime sírio e seu aliado russo de atacar deliberadamente hospitais em áreas controladas pelos rebeldes, o que Damasco e Moscou negam.

Mais de 300 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início do conflito em 2011.

Aviões de combate e helicópteros militares atacaram nesta terça-feira diferentes bairros do leste da cidade síria de Aleppo, cercados pelo Exército e controlados pela oposição, ainda segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os bombardeios, os primeiros no leste de Aleppo em mais de três semanas, atingiram os distritos de Al Haidariya, Masaken Hanano e Al Sheikh Fares. Ainda não há informações sobre vítimas.

Também foram bombardeadas várias localidades situadas ao oeste, como Al Atareb, Kafr Naha, Dara Aza, Babis e Yamiat al Hadi, assim como Andan, ao norte.

Os ataques aéreos foram suspensos durante a pausa humanitária de quatro dias, iniciada unilateralmente pela Rússia e pelo Exército sírio no dia 20 de outubro.

Enquanto isso, a tensão prevalece nos bairros do leste de Aleppo, onde alguns cidadãos assaltaram armazéns de organizações humanitárias em meio à piora das condições e ao aumento exorbitante dos preços.

O Observatório acrescentou que na parte oeste de Aleppo, sob controle governamental, também existe descontentamento entre os cidadãos pelos saques de casas por parte de milicianos leais ao governo de Damasco, que as autoridades tentam conter.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/russia-anuncia-que-usara-porta-avioes-em-grande-ofensiva-na-siria.html

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