sábado, 14 de janeiro de 2017

14/1/2017 às 00h10

Diante do frio congelante, MSF amplia atendimento médico a crianças e idosos refugiados na Grécia

Organização critica falta de ajuda de autoridades europeias contra o frio: “Muito pouco e muito tarde”; Pelo menos 6 imigrantes morreram em decorrência do clima

Do R7*
Chamando a atenção para a situação de milhares de imigrantes, refugiados à procura de abrigos estão enfrentando temperaturas extremamente baixas na Europa e no leste do Mar Mediterrâneo.  Nos últimos dias, uma das piores nevascas já vistas nessas regiões começou a tomar conta do continente.

Para tentar aliviar o frio e dar um pouco de dignidade a essas pessoas, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) enviou voluntários até esses locais, fazendo o papel que deveria ser de responsabilidade de autoridades europeias.

Entre os refugiados em situação mais vulnerável estão idosos, crianças e, inclusive, mulheres grávidas, que têm atendimento prioritário e precisam até de acompanhamento psicológico para conseguirem sobreviver.

“O que as autoridades entregam são somente alguns cobertores e colchões, que nem são suficientes para
todos. Esse auxílio é muito pouco e chegou muito tarde”, diz a voluntária Sophie Lisa de Vries, responsável por prestar atendimento médico no acampamento de Moria, na Grécia.

Localizado na ilha de Lesbos, o acampamento abriga em torno de 3.500 pessoas e, segundo a voluntária, os refugiados precisam sobreviver somente os itens doados por autoridades europeias, uma vez que qualquer tipo de ajuda humanitária passa por vários critérios de fiscalização e geralmente são vetadas.

— Eles vivem em condições precárias e não têm acesso a serviços básicos como esgoto tratado, higiene e alimentação.

No restante das regiões de Lesbos, pelo menos mais 2.500 pessoas vivem abrigadas em prédios degradados, superlotados e sem qualquer perspectiva de melhora em suas vidas. Consequentemente, muitos deles correm o risco de morrer de hipotermia ou infecções causadas pelas superlotações.

De acordo com Organização Internacional de Migração (OIM), até a última quarta-feira (11) seis pessoas morreram — três migrantes na Bulgária, um na Grécia e dois refugiados no Líbano — por conta inverno rigoroso que atingiu a região com uma das maiores nevascas já registradas e temperaturas das mais frias em anos, mas estimativas não oficiais já ultrapassam dezenas.

Mortes de refugiados também foram contabilizadas na capital italiana de Roma e na rota dos Bálcãs, um dos caminhos para se chegar aos países do norte da Europa. “É imperativo que o mundo responda a essa situação de perigo a qual essas pessoas estão expostas com ajuda alimentar, abrigo e outros recursos a curto e longo prazo”, diz o diretor da OIM William Lacy Swing.

Além do mais, 6 mil refugiados sírios na Turquia estão sem moradia adequada contra as baixas temperaturas, além de mais 7.500 pessoas abandonadas na Sérvia e dos casos de assentamentos de refugiados improvisados no Líbano que foram de alvo de incidentes com tendas e cabanas destruídas. “A neve e as fortes chuvas e ventos têm acabado com os muitos abrigos”, afirma de Vries.

Já no ano passado, considerado o mais fatal até hoje pela OIM, pelo menos 5 mil migrantes perderam suas vidas enquanto tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo na esperança de chegar às costas europeias.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/diante-do-frio-congelante-msf-amplia-atendimento-medico-a-criancas-e-idosos-refugiados-na-grecia-14012017

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