Mãe de bebê morto após médica negar atendimento é consolada por amigos
Breno foi velado nesta quinta-feira (8), no Caju. Parente exibiu camiseta com a foto da criança com a frase: 'Para sempre nosso campeão'.
A mãe do bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e meio, que morreu depois que uma médica se negou a prestar socorro,
na manhã de quarta-feira (7), foi consolada por amigos e familiares
durante o velório da criança, que aconteceu na tarde desta quinta-feira
(8), no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.
A empresária Rhuana Lopes Rodrigues chorava muito e recebeu os
cumprimentos de parentes que exibiram camisetas com a foto de Breno com a
frase: "Para sempre nosso campeão".
Rhuana Lopes Rodrigues durante velório do filho (Foto: Alba Mendonça/G1)
"Meu filho poderia ter sido salvo. Mas a médica nem desceu da ambulância. Ela sequer desceu do carro. Ela chegou às 9h10 e meu filho morreu às 10h26. Nesse tempo ela teria chegado ao Centro Pediátrico da Lagoa ou ao Quinta D'Or", contou a empresária Rhuana Rodrigues. A segunda ambulância só chegou às 11h, mais de meia hora após a morte do bebê.
Rhuana contou que Breno sofria de epilepsia de difícil controle. A
criança passou os sete primeiros meses de vida internada com convulsões,
até ser diagnosticado e ter o quadro estabilizado. Ele estava em
internação domiciliar e precisava de respirador nasal para dormir.
"Parei toda a minha vida para me dedicar ao meu filho. Ele era especial
e precisava de cuidados constantes.
Sempre fui prontamente atendida
pelos médicos e pela Unimed sempre que precisamos. Mas desta vez não
sabemos o que aconteceu" , disse a mãe de Breno, que está grávida de
três meses.
Ela explicou que, por estar em internação domiciliar, o menino só
poderia ser transportado de ambulância.
Caso decidissem socorrer o bebê
por meios próprios, os pais poderiam ser responsabilizados
judicialmente.
"Ele estava com uma gastroenterite que foi se agravando. Ele recebia
atendimento médico semanalmente.
Ligamos para a pediatra dele que disse
para interná-lo num hospital. Ligamos pra Unimed e pedimos a ambulância.
Se a médica tivesse socorrido o Breno ele ainda poderia estar vivo.
Agora, vou morrer com essa dúvida: se eu tivesse levado ele para o
hospital meu filho ainda estaria vivo?", indagou.
Os pais de Breno registraram o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca) , na
noite de quarta-feira. O advogado da família pretende entrar com três
processos na justiça. Um criminal contra a médica por homicídio culposo
com o agravante de ela ser médica e ter omitido socorro à vítima, um
cível por danos morais e um no Conselho Regional de Medicina para que a
médica seja penalizada pela conduta antiprofissional.
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