Morre no RJ homem retirado da cracolândia por grupo de amigos
Carlos Eduardo Maranhão foi internado no início de junho em clínica de reabilitação em Petrópolis.
Carlos Eduardo Albuquerque Maranhão, o Sarda, em vídeo divulgado em janeiro deste ano (Foto: Facebook/Reprodução)
Morreu na noite desta quarta-feira (7) em uma clínica de reabilitação
em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, o homem de 46 anos que optou
por sair da cracolândia, em São Paulo, para se tratar. Carlos Eduardo
Albuquerque Maranhão foi encontrado por amigos, que faziam uma campanha
de financiamento coletivo intitulada “Nova chance ao Cadu” para
financiar a internação, que aconteceu no dia 2 de junho.
A morte por parada cardiorrespiratória, consequência direta de anos de
dependência de opioides (medicamentos usados como drogas) e crack, foi
confirmada ao G1 pelo diretor médico da Clínica
Revitalis, Sérgio Rocha, na manhã desta quinta-feira (8). Ele lamentou o
ocorrido e afirmou que esta é a primeira vez que um paciente morre
durante o tratamento.
"Ele estava muito debilitado e vinha na fase inicial do tratamento, que
chamamos de desintoxicação. A mesma consiste, principalmente, em
suporte médico, cuidados de enfermagem, cuidados nutricionais e
investigação de outras comorbidades clínicas e psiquiátricas",
esclareceu o médico.
Segundo informações publicadas pelo O Globo, Carlos Eduardo foi
encontrado na cracolândia por amigos do Colégio Santa Inácio, no Rio,
onde estudou durante a infância. Um dos amigos que participou da
retirada de Carlos Eduardo fez um desabafo em uma rede social nesta
quarta, após a notícia da morte.
“Nosso Sarda (como era chamado) faleceu poucas horas atrás durante o
período mais crítico de abstinência pelo qual passava. Estou vazio, com
as emoções bloqueadas (…). Tristeza profunda. Entreguei a notícia a
família com um enorme peso nas costas. Eu sou parte de um grupo de
pessoas que agiram de forma coordenada e movidas por um só sentimento,
que é o amor”, relatou Carlos Moreira em sua página pessoal.
O amigo também lembrou frases de Cadu, afirmando que “faria tudo
novamente” e que “o Sarda disse em determinado momento que se
chegássemos três meses mais tarde ele não estaria mais vivo. Disse
também que se não fosse para ir para clínica em questão, ele preferiria
ficar onde estava. Ao chegar na clínica disse que tinha mais de seis
anos que ele não via grama”.
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