Sites de relacionamentos e apps de paquera: sim ou não?
Semana
que vem tem Dia dos Namorados e eu conheço um punhado de gente madura –
e que esbanja experiência – que fica mais sensível nessa época do ano.
Gente que já namorou muito, casou e descasou mais de uma vez, mas que
continua em busca de uma alma gêmea, um par, uma companhia que seja.
Estão todas e todos certíssimos, porque antes bem acompanhado do que
infeliz sozinho! Difícil é chegar a um consenso sobre o uso de sites e
aplicativos de relacionamentos: vale a pena ou não passa de uma
exposição exagerada que pode ter consequências desagradáveis?
A
resposta vai depender do momento de cada um, mas uma coisa é certa:
quanto mais bem resolvido você estiver consigo mesmo (a), mais chances
terá de se divertir e descobrir pessoas bacanas que estavam fora do seu
círculo e do seu radar. Já ansiedade e carência são péssimas
conselheiras, que podem levar a situações de risco, como divulgar dados
pessoais de cara ou marcar encontros em locais pouco movimentados. O
mercado amoroso tem todo tipo de opção, por isso é preciso checar se o
site é de encontros casuais (há inclusive os de escapadelas
matrimoniais) ou para relações mais duradouras. Leve ainda em conta que,
para ter acesso a mais informações sobre o banco de dados, você
provavelmente terá que pagar.
O ParPerfeito é o maior site de relacionamentos do Brasil, com filtros por idade e até religião. O AondeNamoro e o Be2 também têm seções para os mais velhos, mas há os voltados exclusivamente para quem passou dos 40. Este é o território do Our Time (“sempre é tempo de ser feliz”), do Coroa Metade (“para quem está na melhor fase da vida”), do Novas Emoções (“amor e amizade não têm idade”) e do Amor de Idade (“pessoa
certa na hora certa”). Os aplicativos mais utilizados atualmente são o
Tinder e o Happn. Lá fora, o Stitch, conhecido como Tinder da terceira
idade, é um app que aposta no público 50 mais investindo em segurança
para evitar experiências ruins. O objetivo nem sempre é o de formar um
casal, pode ser o de criar amizades para viagens.
Os
administradores dessas redes costumam alegar que esses são ambientes
mais seguros do que, por exemplo, conhecer um estranho num bar ou numa
festa. Em tempos de tanta insegurança, faz sentido. Tenho uma amiga
recém-chegada aos 60 que encontrou um grande amor, que a fez casar-se e
mudar-se para os Estados Unidos, no JDate, site internacional de
relacionamentos. É claro que, se a conversa prosperar além do chamado
“olho clínico”, as questões de sempre farão diferença: distância
geográfica, interesses comuns, valores, expectativas. Não procure um
Super-Homem, nem uma Mulher Maravilha. No mundo on-line, assim como fora
dele, não há pessoas perfeitas. Boa sorte para os que se aventurarem
nesta empreitada!
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