15/3/2016 às 00h20
Doença rara faz mulher desmaiar ao ficar em pé: "Preciso engatinhar para ir ao banheiro"
Aos 20 anos, Claudia Powell tem endometriose, Pots e gastroparesia, e mal consegue sair da cama
Há um ano, a australiana Claudia Powell, de apenas 20 anos, foi diagnosticada com endometriose — doença que atinge milhões de mulheres entre 15 e 45 anos no mundo. As fortes cólicas que ela sentia diariamente não foram amenizadas nem mesmo após passar por uma série de cirurgias — foi quando a jovem descobriu que fazia parte dos 20% de vítimas da doença que não respondem ao tratamento. As informações são do portal de notícias britânico Daily Mail.
Não obstante, Claudia tem outra doença que também dificulta bastante seu modo de viver: a Pots (Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática, na sigla em inglês). A anomalia impossibilita que a jovem fique em pé por algum tempo, fazendo com que uma simples ida ao banheiro possa resultar em um desmaio. Ela resume a doença em uma frase:
— [A Pots] é basicamente uma alergia a ficar de pé.
— [A Pots] é basicamente uma alergia a ficar de pé.
Claudia visitou uma série de ginecologistas e passou por alguns processos cirúrgicos: removeu os cistos que tinha no ovário e começou a tomar remédios, mas não obteve resposta ao tratamento. Como os sintomas persistiam, a médica da australiana propôs a ela tratamentos com DIU (dispositivo intrauterino), fisioterapia pélvica com um especialista, laparoscopia e botox pélvico.
Ela passou por todos os procedimentos e ainda assim sente dores — o que só piorou a síndrome de Pots.
Ela passou por todos os procedimentos e ainda assim sente dores — o que só piorou a síndrome de Pots.
Logo depois de descobrir as doenças, Claudia criou o blog “Doente e cansada: como é viver com uma doença crônica aos 19 anos (Sick & Tired – Living with Chronic Illness at 19)”, onde relata seu cotidiano e a dificuldade de viver sem perspectiva de cura.
O portal ganhou muitos seguidores depois de ela relatar suas dificuldades no Mês da Consciência sobre Endometriose. Hoje em dia, a jovem recebe diariamente mensagens de apoio.
— Poucas mulheres se abrem sobre suas condições ginecológicas. Recebo muitos comentários elogiando o que estou fazendo, e isso me estimula a continuar para conscientizar outras pessoas.
O portal ganhou muitos seguidores depois de ela relatar suas dificuldades no Mês da Consciência sobre Endometriose. Hoje em dia, a jovem recebe diariamente mensagens de apoio.
— Poucas mulheres se abrem sobre suas condições ginecológicas. Recebo muitos comentários elogiando o que estou fazendo, e isso me estimula a continuar para conscientizar outras pessoas.
Apesar de não estarem relacionadas, a endometriose e a síndrome de Pots acabam agravando os sintomas uma da outra. A Pots é uma disfunção no sistema nervoso autônomo, não tem a ver com o sistema reprodutor. Vítima de ambas as doenças, Claudia não apenas sofre de cólicas intensas diariamente como fica refém de cadeiras de roda sempre que vai sair.
Para piorar, a jovem também foi recentemente diagnosticada com gastroparesia — uma condição que impede o esvaziamento do próprio estômago e faz com que ela precise se alimentar por meio de um tubo.
Para piorar, a jovem também foi recentemente diagnosticada com gastroparesia — uma condição que impede o esvaziamento do próprio estômago e faz com que ela precise se alimentar por meio de um tubo.
Para amenizar os sintomas da doença, Claudia precisa beber até três litros de água por dia. Se não o fizer, sente fortes náuseas e fraqueza.
— Meu dia se resume a ficar na cama. Quando acordo, minha frequência cardíaca normalmente está perto de 150 BPM (batimentos por minuto), e pode chegar a um valor bem maior com o passar do dia. Só posso ir ao banheiro ou à cozinha, e mesmo assim, às vezes preciso engatinhar para chegar até os cômodos.
— Meu dia se resume a ficar na cama. Quando acordo, minha frequência cardíaca normalmente está perto de 150 BPM (batimentos por minuto), e pode chegar a um valor bem maior com o passar do dia. Só posso ir ao banheiro ou à cozinha, e mesmo assim, às vezes preciso engatinhar para chegar até os cômodos.
A sempre discreta Claudia deixou a timidez de lado e passou a relatar diariamente sua luta contra as doenças em seu blog, e, para ela, o apoio dos leitores tem sido importante para ela se manter firme.
— Apesar de tudo, eu continuo positiva.
— Apesar de tudo, eu continuo positiva.
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