sábado, 30 de janeiro de 2016

30/01/2016 10h00 - Atualizado em 30/01/2016 10h00

Piracicaba registra 12 casos suspeitos de zika; Saúde aguarda resultados

Anúncio foi feito nesta sexta (29); cidade tem 1 gestante com a doença.
Contaminação é causada pelo Aedes Aegypti, vetor da dengue e chikungunya.


A Secretaria de Saúde de Piracicaba (SP) afirmou na sexta-feira (29), que a cidade registrou, em janeiro, 12 casos suspeitos de zika vírus. A doença é transmitida pelo Aedes Aegyptix, mosquito que também é vetor da dengue e da febre chikungunya. De acordo com a Vigilância Epidemiólogica, a administração aguarda o resultados do laudos do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Os exames devem sair em fevereiro.
Caso confirmado
O primeiro caso de zika vírus  também foi confirmado na cidade na tarde de sexta (29). A paciente é uma gestante de 20 anos. A Secretaria de Saúde da cidade disse que o Instituto Adolfo Lutz confirmou o resultado positivo da contaminação e enviou o resultado à Vigilância Epidemiológica do município.
O caso é autócone, contraído em Piracicaba, uma vez que a paciente disse não ter viajado nesse período. A jovem, segundo a Prefeitura, é moradora da região do bairro Vila Cristina, zona oeste da cidade, e recebeu acompanhamento médico. Entre os principais sintomas apresentados por ela, havia manchas vermelhas na pele.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a paciente, que está grávida de sete meses, passou por exames que descartaram indicações de microcefalia no bebê e será acompanhada pelas equipes após o nascimento da criança.
"A paciente, que teve acompanhamento da unidade de saúde e da Central de Monitoramento de Gestantes, foi submetida ao exame de ultrasom. O resultado não demonstrou anormalidade, inclusive em relação ao perímetro crânioencefálico do bebê", disse.
Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Piracicaba esteviram na residência da paciente e realizaram o trabalho de profilaxia (limpeza e dedetização), em uma área de nove quarteirões. "Fizemos ações de bloqueios químico e mecânicos, bem como a busca ativa de casos", afirmou a Secretaria de Saúde.
Em Piracicaba, ainda não existe, até o momento, nenhum caso de microcefalia relacionado com o zika vírus, segundo a Prefeitura.
Grávidas
A Secretaria de Saúde afirmou ainda que oito mulheres grávidas da cidade que também apresentaram manchas vermelhas pelo corpo são monitoradas por equipes da Prefeitura. A recomendação para gestantes é que elas usem repelentes e roupas compridas.
Casos negativos
No dia 8 de janeiro, a Secretaria de Saúde de Piracicaba descartou a suspeita de zika vírus em outro caso, investigado desde o final de novembro de 2015 no município. De acordo com a administração municipal, a suspeita de zika vírus era em uma mulher de aproximadamente 30 anos que viajou para o estado do Mato Grosso e voltou à Piracicaba com os sintomas. No entanto, o laudo do instituto não especificou qual era a doença da vítima.
A Prefeitura informou ainda que, desde o ano passado, houve a notificação de outros dois casos suspeitos que também foram descartados pelos laudos.

Sintomas
Os sintomas do zika vírus são: manchas vermelhas grandes e de alto relevo pela pele, que podem estar acompanhadas de febre, dor articular, coceira e olhos avermelhados. A pessoa que perceber alguns dos sintomas, principalmente as manchas, deve procurar o serviço de saúde para uma avaliação.
O que se sabe sobre o zika vírus, a partir dos casos registrados no Brasil e também na Polinésia Francesa anos atrás, é que a doença pode causar lesões neurológicas, como encefalite (inflamação no cérebro), que causa confusão mental e alteração do nível de consciência.

Também pode causar lesões medulares, como a mielite (inflamação na medula espinhal), que provoca paralisia nos membros.

Relação com a microcefalia
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de contaminação por zika vírus são a "principal hipótese" para explicar o aumento da ocorrência de microcefalia no país. Até o dia 2 de janeiro, foram notificados 3.174 casos suspeitos de microcefalia em 684 municípios de 21 estados brasileiros.

A pasta também investiga a relação do zika vírus com 38 mortes de bebês com microcefalia. A doença é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.

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