terça-feira, 26 de janeiro de 2016

26/1/2016 às 00h10

Sexo oral aumenta em 22% as chances de câncer na garganta, língua e amígdalas

Homens têm ainda 2 vezes mais chance de contrair a doença devido à prática 
Sexo oral aumenta em 22% as chances de câncer de orofaringeThinkstock
Estudos realizados pela universiade americana Albert Einstein College of Medicine indicam que o sexo oral aumenta em 22% o risco de câncer de cabeça e pescoço. Isso porque acredita-se que a prática é o principal caminho para a transmissão do HPV (human papiloma vírus).
O vírus está normalmente associado ao desenvolvimento do câncer cervical, contudo, também pode causar tumores na orofaringe — afetando a garganta, a língua e as amígdalas.
O HPV não desencadeia diretamente o câncer, mas provoca alterações nas células infectadas — por exemplo, as do colo de útero ou da garanta — possibilitando que elas se tornem cancerosas.
O grupo de vírus afeta as membranas úmidas que revestem o corpo, incluindo o ânus, o colo do útero, a boca e a garganta.
Segundo as pesquisas, os homens são duas vezes mais propensos a ter câncer de orofaringe do que as mulheres, porque o sexo oral na mulher é mais arriscado do que o realizado no homem. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o câncer de orofaringe é o mais comum em todo o mundo.
Por ano, em média 500 mil pacientes são diagnosticados com câncer de boca e orofaringe no mundo. Destes, mais de dois terços já apresentam a doença em estágios avançados, onde o câncer se espalhou para outras regiões.
Cerca de 150 mil pacientes morrem a cada ano e muitos outros sofrem com as complicações do tratamento. Enquanto meninas com idades entre 12 e 13 podem ser vacinadas contra o HPV, não existe forma de imunização para os meninos.
Uma recomendação oficial sobre a possibilidade de oferecer a vacina contra HPV para todos os meninos adolescentes é esperado no início de 2017.

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