sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sua Saúde

Comuns em diabéticos, doenças oculares podem ser evitadas e tratadas

Publicado em 28/05/2014
​ ​No mundo há 150 milhões de diabéticos pelo menos metade apresenta algum tipo de doença ocular. No Brasil, 7,6% da população entre 30 e 69 anos são diabéticos (46% dos casos não sabem que são diabéticos).
Os diabéticos podem desenvolver catarata, que é a pacificação do cristalino (lente interna do olho que focaliza a imagem), podem desenvolver glaucoma, que é o aumento da pressão ocular e podem desenvolver retinopatia diabética.
Perfil Olho
A retinopatia diabética é uma alteração dos vasos que nutrem a retina, tecido interno do olho responsável pela formação da imagem.
O cristalino é a lente interna que focaliza e aumenta a imagem, assim como a teleobjetiva que focaliza e faz o zoom na máquina fotográfica.
A retina funciona como o filme onde a imagem é focalizada e transmitida ao cérebro pelo nervo óptico.
A elevação persistente e descontrolada da glicemia resulta em um fechamento progressivo dos vasos da retina levando ao aparecimento de hemorragias e falta de oxigênio (isquemia) para as células retinianas.
Hemorragias
Nas fases intermediárias da doença, os vasos doentes provocam um vazamento e acúmulo de líquido e gordura (lipídios) dentro retina levando ao edema macular, causa mais frequente de perda visual no diabético.
Nas fases mais avançadas, a retinopatia pode evoluir para descolamento da retina, sangramento intraocular e glaucoma neovascular.
Quanto mais avançada a retinopatia, maior o a destruição da retina e portanto maior a chance de perda progressiva da acuidade visual.

​Há uma perda de nitidez e interrupção da imagem na retinopatia diabética

Diferentemente da catarata, que o tratamento resulta no alto índice de sucesso, a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira irreversível e seu tratamento é mais eficaz nas formas iniciais da doença. A gravidade da retinopatia é diretamente​ relacionada com o maior tempo de diabetes e com o seu controle glicêmico. Os pacientes com glicemia bem controlada têm menor chance de apresentarem retinopatia.
Descolamento de Retina
O controle rigoroso da glicemia é um das medidas mais importantes no tratamento e controle da retinopatia, sendo fundamental para a redução das alterações retinianas. Pacientes diabéticos com visão excelente podem apresentar algum grau de retinopatia mesmo sem sintomas visuais. Assim, o exame oftalmológico completo é fundamental para a identificação precoce da retinopatia.
O exame deve ser realizado imediatamente ao diagnóstico do diabetes, nos adultos e crianças e deve ser realizado sempre com a dilatação da pupila. Portanto o diagnóstico e o tratamento precoce da retinopatia diabética são fundamentais para que o paciente tenha sua visão preservada.
Sem tratamento adequado, 25 a 30% dos pacientes apresentam EMCS e perda de AV moderada em três anos. O tratamento precoce e adequado da retinopatia diabética é eficiente na prevenção da perda severa de visão em 90% dos pacientes.
Retina Normal: o grande círculo pálido é o disco óptico, início do nervo óptico. As arteríolas emergem do disco e têm a coloração vermelho mais claro do que as vênulas, que são escuras e nele emergem. A área avermelhada à direita do disco é a mácula, o local de maior acuidade visual, cujo centro é a fóvea.
 
Retina Normal 

Orientações para os pacientes:

Como descobrir o problema?
Os exames oftalmológicos preventivos são fundamentais porque a maioria dos pacientes com retinopatia diabética não apresenta sintomas. Esses exames devem ser realizados no mínimo anualmente. De acordo com o estágio da retinopatia, os exames devem ser repetidos com maior frequência. Além disso, em caso de alterações da visão, o paciente diabético deve ser examinado sem demora.
Os principais sintomas de retinopatia diabética são: perda da nitidez e distorção das imagens.
Quais exames complementares são realizados?
Os exames complementares são usados para confirmar o diagnóstico e programar o tratamento da retinopatia diabética. A necessidade de realização dos mesmos varia de caso para caso. Os exames mais comumente utilizados nessa situação são: retinografia simples (fotografia da retina), angiofluoresceinografia (angiograma da retina) e a tomografia de coerência óptica (análise das camadas da retina).
Como prevenir?
O controle adequado da glicemia (nível de açúcar no sangue), assim como os exames oftalmológicos periódicos são fundamentais para a prevenção e tratamento precoce da retinopatia diabética. Além disso, o controle de outras doenças associadas, como hipertensão arterial e colesterol alto, deve ser rigoroso porque essas doenças aceleram a progressão da retinopatia diabética.
Como tratar?
A decisão de iniciar o tratamento se baseia no estágio da retinopatia diabética. Dessa forma, indica-se o tratamento do edema de mácula clinicamente significante (inchaço na área central da retina) e da retinopatia diabética proliferativa (crescimento de novos vasos sanguíneos) e suas consequências (hemorragia vítrea e descolamento de retina). O tratamento pode ser realizado com um ou mais dos seguintes métodos: aplicações de laser na retina, injeções int​ra-oculares de medicações (triamcinolona, bevacizumabe - Avastin®, ranibizumabe - Lucentis®) e cirurgia (vitrectomia).
Teste sua visão:
  • Coloque o seu óculos de perto (caso você necessite).
  • Tampe um de seu olho esquerdo (depois o direito).
  • Afaste a figura até ela ficar o mais nítida possível (por volta de 30 a 40 cm).
  • Olhe diretamente o ponto preto central.
  • As linhas quadriculadas têm que ser vistas sem duplicidade, perfeitamente retas, completas e perpendiculares entre si em toda a extensão da tela.
  • Se houver "entortamento" ou interrupção das linhas, duplicidade ou manchas na tela, procure seu oftalmologista.              
Teste sua Visão 
A Visão no Diabetes
É fundamental o diagnóstico precoce da retinopatia diabética, porque pessoas com diabetes, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, podem ser acometidas de alterações oculares, chamadas de retinopatia diabética, que causam perda visual nos estágios avançados da retinopatia.
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É fundamental o diagnóstico precoce da retinopatia diabética, porque pessoas com diabetes, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, podem ser acometidas de alterações oculares, chamadas de retinopatia diabética, que causam perda visual nos estágios avançados da retinopatia.
A probabilidade de aparecimento desta complicação torna-se maior nos indivíduos com muitos anos de diabetes (em geral acima de 5 anos), principalmente nos que apresentam mau controle da glicemia. Pacientes com hipertensão arterial, fumantes e com níveis elevados de colesterol tendem a ser acometidos com formas mais graves da retinopatia.
Infelizmente, quando as queixas visuais se manifestam, geralmente a doença ocular já está bem avançada e nem sempre é possível a recuperação da função visual.
É muito importante que diabéticos e familiares tenham conhecimento da possibilidade de ocorrência da retinopatia, para que façam avaliações periódicas pelo exame de fundo de olho, com as pupilas dilatadas. Mesmo em pessoas sem qualquer sintoma, pode haver alterações na retina, às vezes em fase relativamente avançada.
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